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Armazenar Esperma Ajuda Vítima de Câncer Testicular a Ser Pai

05 de Janeiro de 2001 (Bibliomed). O câncer testicular é uma doença que geralmente ataca homens jovens, tornando os efeitos do tratamento sobre a fertilidade uma preocupação importante. Pesquisadores da Noruega realizaram um estudo para avaliar como alguns pacientes recuperaram a capacidade de produzir esperma e que opções existem para eles.

A equipe de Sophie D. Fossa, do Hospital Radium Norueguês, em Oslo, estudou 60 pacientes com câncer submetidos a um procedimento cirúrgico chamado orquidectomia, remoção do testículo canceroso.

A maioria dos homens recuperou a contagem normal de esperma depois da cirurgia e quase metade teve filhos, representando 78 por cento dos que tentaram ser pais, informou um artigo publicado na edição de janeiro do Journal of Urology.

Fossa observou que não é raro que alguns pacientes tenham redução na produção do esperma no testículo que restou depois da cirurgia. "Entre 10 e 15 anos atrás, muitos urologistas pensavam que a redução na produção do esperma era sempre permanente. Entretanto, a quimioterapia mais agressiva seria mais justificada baseada na suposição de que estes homens não seriam capazes de ter um filho", disse a pesquisadora à Reuters Health.

Como consequência, o tipo de procedimento cirúrgico geralmente realizado antigamente "destruía as funções ejaculatórias", disse a pesquisadora.

A equipe verificou que mesmo alguns pacientes com uma contagem inicial de esperma baixa passam por um período de "transição", de um ano após a cirurgia, com níveis normais de esperma.

"Os cirurgiões e oncologistas de hoje devem considerar essa recuperação espontânea quando planejam o tratamento e o cronograma depois da orquidectomia em um paciente que provavelmente não tem metástases", explicou Fossa. Metástases são tumores secundários que ocorrem quando o câncer se espalha para outros órgãos.

Esses pacientes sem metástase poderiam ser bons candidatos à chamada "política de sobrevivência", ou seja ausência de tratamento depois da orquidectomia.

Fossa também observou que os pacientes com contagem baixa de esperma submetidos a orquidectomia geralmente não tinham opção de armazenar o esperma "em consequência da baixa taxa de sucesso da fertilização assistida. Esta situação mudou com a melhora dos métodos de fertilização em vitro".

A pesquisadora sugeriu que os pacientes que estão na política de sobrevivência deveriam ter a possibilidade "de múltiplas coletas de esperma" no ano seguinte à orquidectomia para aproveitar o aumento temporário na produção do esperma "mesmo em casos que podem parecer sem esperança".

Os pacientes deveriam solicitar "pelo menos uma análise de esperma no momento do diagnóstico, que deve ser repetido caso não seja realizado mais tratamento e a contagem inicial de esperma seja baixa", acrescentou a pesquisadora.

Para a especialista, é importante que os pacientes saibam que "o timing correto e o armazenamento de esperma podem dar uma chance real de paternidade após a orquidectomia".

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