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Brasil: Mulheres Têm Maior Predisposição Para Enxaqueca que os Homens

São Paulo, 29 de dezembro de 2000 (eHLA). A enxaqueca está entre as doenças que mais freqüentemente afligem a humanidade. Apesar de benigna, a doença é com freqüência debilitante e incapacitante pela sua natureza dolorosa. Ao estudarmos as crianças, observamos que tanto as do sexo masculino como as do feminino apresentam enxaqueca em igual proporção. Mas a partir da adolescência, os fatos mudam: mulheres têm bem mais enxaqueca que homens.

Segundo o médico Alexandre Feldman da Clínica de Cefaléias em São Paulo, a primeira menstruação constitui o início de flutuações nos hormônios da mulher, e coincide com o aparecimento da enxaqueca em algumas pacientes. “Na enxaqueca menstrual, tanto a menstruação como a dor de cabeça estão relacionadas à queda no nível de hormônio feminino (estrógeno)”, explica.

Feldman explica que o uso da pílula anticoncepcional pode induzir o aparecimento de enxaquecas pela primeira vez, piorá-las, não modificá-las ou, mesmo, paradoxalmente, aliviá-las. Na menopausa a enxaqueca pode melhorar ou piorar, sendo que a terapêutica de reposição hormonal para menopausa pode mesmo piorar o quadro da dor.

Saiba como identificar a enxaqueca

É uma doença caracterizada por um conjunto de sintomas, dentre os quais o mais dramático é a dor de cabeça. Esta ocorre episodicamente, podendo ser latejante ou em pressão, freqüentemente de um lado apenas da cabeça, podendo mudar de lado de uma crise para outra. Uma crise geralmente dura entre 3 horas e 3 dias.

Segundo Feldman, pode ser precedida por alteração do humor e do apetite, visão embaçada, visão dupla, escurecimento da visão de um ou ambos os olhos, e sensação de estar vendo pontos brilhantes, como se fossem vaga-lumes. “Outros sintomas incluem náuseas, vômitos, aversão à claridade e barulho, diminuição da força muscular de um lado do corpo, formigamentos, tonturas e diarréia”, diz o médico.

A dor pode ser muito forte, a ponto de impedir a pessoa de exercer qualquer atividade, obrigando-o a ficar deitado, num quarto escuro, em silêncio, durante horas ou dias.

Boa parte das crises terminam com o sono, ou então quando a pessoa vomita (principalmente em crianças). Ao fim de uma crise, o paciente sente-se como que de ressaca, apresentando, por mais um dia, tolerância limitada para atividade física e mental.

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