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Brasil: Diálise Peritoneal Pode Ajudar Pacientes com Insuficiência Renal Crônica

São Paulo, 27 de Dezembro de 2000(eHLA). Para fugir dos inconvenientes da hemodiálise, 10% dos pacientes que sofrem de insuficiência renal crônica no Brasil estão optando pelo tratamento da diálise peritoneal. Segundo o médico Hugo Abensur, chefe do ambulatório de nefrologia do Hospital das Clínicas em São Paulo, a estimativa é que existam hoje no Brasil cerca de 45 mil pacientes com insuficiência renal crônica em diálise.

“O processo de diálise peritoneal se baseia na utilização da membrana peritoneal para realizar as trocas de impurezas (exercendo a função do rim)”, explica Abensur. O processo consiste na infusão de uma solução estéril balanceada de íons e glicose no interior da cavidade abdominal do paciente, que em contato com o peritônio, faz o processo de "filtragem" das substâncias urêmicas. Pode ser realizado em ambiente hospitalar (Diálise Peritoneal Intermitente) ou na própria residência, opção terapêutica conhecida como CAPD (Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua).

“Para fazer a diálise peritoneal, é preciso primeiro passar por uma operação para que seja colocado um cateter solto no interior da cavidade peritoneal -local onde se encontram órgãos como intestino, pâncreas e rins. Pelo cateter, será introduzida a solução que faz a retirada das toxinas”, diz o médico. Este tipo de diálise também tem cobertura do SUS (Sistema Único de Saúde).

Segundo os especialistas, este método tem sido opção para os pacientes que querem se livrar da hemodiálise. Na hemodiálise, o paciente precisa ir ao hospital e filtra seu sangue fora do corpo. As sessões duram três horas e meia, três vezes por semana. "A utilização da diálise peritoneal tem aumentado, pois os pacientes só precisam ir ao hospital uma vez por mês para ver exames. Eles podem viajar levando as bolsas, o que lhes dá independência", afirma Abensur.

Função Renal

Os Rins são os principais "filtros" do organismo. São responsáveis pela remoção de substâncias tóxicas do sangue – produtos do metabolismo das células, como a uréia e a creatinina. Eles atuam na regulação do volume de água e dos íons, além de exercerem funções hormonais e metabólicas vitais para o organismo. A insuficiência renal ocorre quando o rim começa a perder sua capacidade de filtrar os líquidos do sangue. Ou seja, o órgão não consegue mais filtrar a água e as substancias químicas que devem ser eliminadas, ficando retido na circulação um excesso de liquido e substancias tóxicas para as células. Devido à retenção de líquido, a pessoa começa a apresentar edema (inchaço), principalmente nos membros inferiores. A insuficiência renal crônica é diagnosticada quando o indivíduo perde 90% de sua função renal.

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