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Brasil: Violência Contra Crianças e Adolescentes é Problema de Saúde Pública

São Paulo, 26 de Dezembro de 2000(eHLA). A Assessoria de Prevenção de Acidentes e Violência da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro divulgou o número de notificações de maus tratos registrados entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. As unidades de saúde do estado atenderam, de julho de 1999 a agosto de 2000, a 1.061 crianças e adolescentes. “Os acidentes e a violência, chamados de causas externas, são considerados problemas de saúde pública, devido ao abalo causado na qualidade de vida da sociedade, além do impacto econômico no setor de saúde e pela responsabilidade deste setor em apresentar indicadores provenientes do sistema de informação de mortalidade e morbidade”, afirmou Luciana Phebo coordenadora da Assessoria.

Segundo a pesquisa, os tipos de violências mais comuns foram de negligência (626 casos), de maus tratos físicos (405), de abuso psicológico (253) e de abuso sexual (191). Dos 405 casos notificados, o pai é apontado como o maior agressor (22%), seguido da mãe (20%); mas é grande o percentual do agressor desconhecido ou ignorado (23%).

Médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais envolvidos com o problema, reuniram-se em quatro seminários e um curso de capacitação que qualificou 50 profissionais de unidades federais, estaduais e municipais. “Geralmente, a detecção de casos de abusos físicos é percebida pelos profissionais quando esses examinam a criança ou o adolescente e a história relatada é incompatível com a lesão”, explicou Luciana Phebo. Além disso, a Secretaria criou um comitê para acompanhar as ações municipais quanto às notificações.

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