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Nem Dinheiro Faz Funcionários de Empresas Terem Vida Saudável

Por Charnicia E. Huggins

NOVA YORK (Reuters Health)
- Empregadores que desejam que seus trabalhadores sejam saudáveis poderiam ter resultados positivos se oferecessem incentivos financeiros ou penalidades aplicadas nos valores pagos aos planos de saúde. Seu efeito, porém, provavelmente duraria pouco, já que resultados de um novo estudo mostram que os incentivos não levam a mudanças duradouras no estilo de vida.

O maior problema parece ser que a novidade -- programas contra o fumo, para controle de peso, manter a forma e reduzir o estresse -- acaba com o passar do tempo e os trabalhadores perdem o interesse. Os que não são saudáveis apenas se ajustam ao custo adicional dos seus planos de saúde.

No estudo, mais de 2.400 trabalhadores de um hospital de Michigan participaram de um programa chamado HealthPlus Health Quotient (Quociente de Saúde) anualmente entre 1994 e 1997.

No programa, os custos dos planos de saúde foram ajustados para mais ou para menos em até 1.200 dólares por ano, dependendo de seus riscos de saúde.

Ao mesmo tempo, os empregadores ofereceram palestras sobre saúde no horário do almoço, cursos sobre parar de fumar, controlar peso, reduzir stress, boa forma assim como descontos nas academias de ginástica locais.

Embora muitos trabalhadores não tenham aderido ao programa, quem participou tendeu a apresentar redução no risco para doença crônica, declarou à Reuters Health o chefe do estudo Aryeh D. Stein, da Universidade de Emory, em Atlanta (Georgia).

No total, pouco menos de 30 por cento dos trabalhadores se inscreveram em pelo menos uma atividade por ano, conforme trabalho publicado na edição de dezembro do Journal of Occupational and Evironmental Medicine. Trabalhadores brancos, mulheres e pessoas entre 25 e 44 anos de idade foram mais propensos a participar e a maioria tomou parte em programas de atividade física.

Quem participou dos programas tendeu a adoecer menos e a faltar menos ao trabalho por motivo de doença. O programa teve um impacto maior no primeiro ano e o efeito tendeu a diminuir ao longo do tempo.

"Este artigo sugere que as mudanças dramáticas nos incentivos -- incluindo incentivos negativos na forma de redução da contribuição dos empregadores nos pacotes de benefícios -- podem ter impacto sobre o estilo de vida", disse Stein. "Mas este efeito diminui com o tempo, talvez porque as pessoas se habituem às novas escalas do plano de saúde", disse o pesquisador.

"Talvez seja preciso considerar a variação nos incentivos e descontos ano a ano, mas isto seria uma veradeira dor de cabeça para o administrador de recursos humanos e benefícios e sem dúvida seria impopular entre os trabalhadores", acrescentou Stein.

Mais pesquisas são necessárias para determinar quais trabalhadores têm mais risco para problemas de saúde e o que pode ser feito para encorajá-los a fazer mudanças saudáveis no estilo de vida, concluíram os autores.

Sinopse preparada por Reuters Health

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