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Novo Tipo de Terapia Genética Pode Tratar Diabete

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters)
- Células do estômago e intestino podem ser treinadas, através de terapia genética, para produzir insulina e tratar diabete, afirmaram cientistas em um estudo publicado na quinta-feira.

Os pesquisadores disseram que modificaram geneticamente células do intestino de camundongos para que produzissem insulina humana.

Os animais continuaram vivos, mesmo após a destruição de suas células pancreáticas, que normalmente produzem insulina, de acordo com os cientistas.

O estudo, publicado na revista Science, é o segundo a sugerir que a terapia genética pode ser usada para tratar e até mesmo curar a diabete.

A idéia é substituir a insulina produzida pelas células beta do pâncreas por células geneticamente modificadas para fabricar substâncias similares no organismo.

A diabete é uma doença crônica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue pela falta ou deficiência de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que, em condições normais, retira o açúcar do sangue e deposita-o dentro das células para ser utilizado como energia.

Na diabete do tipo 1, ou diabete juvenil, as células beta do pâncreas são destruídas e, na diabete do tipo 2, ou de início na vida adulta, o organismo não consegue utilizar a insulina de maneira eficaz.

Anthony Cheung e sua equipe, da Universidade de Alberta, em Edmonton, Canadá, em conjunto com equipes da Universidade do Tennessee, em Memphis, e do Centro Médico de Boston, em Boston, usaram células do intestino chamadas células K, que são similares às células beta.

De acordo com os pesquisadores, existem poucas células no corpo que respondem à glicose.

"As células K localizadas primariamente no estômago, duodeno e jejuno secretam o hormônio GIP, que normalmente atua potencializando a liberação de insulina após as refeições", explicaram os pesquisadores.

"Dada a similaridade entre as células K e as beta do pâncreas, propusemos o uso de células K do intestino como células alvo para a terapia genética de insulina", afirmaram os cientistas.

Durante o estudo, os pesquisadores colheram essas células de camundongos e inseriram o gene para o precursor da insulina humana, que pode dar as instruções para a produção de insulina às células. Depois, os cientistas inseriram esse novo gene em embriões de camundongos e descobriram que, quando os animais nasciam, eles produziam insulina humana no intestino delgado e estômago.

"Essa insulina impediu que os camundongos desenvolvessem diabete", segundo os pesquisadores, que testaram a possibilidade destruindo as células beta dos animais.

Sinopse preparada por Reuters Health

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