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EUA Querem Mais Estudos Sobre Uso de Drogas na Gravidez

Por Lisa Richwine

WASHINGTON (Reuters)
- Com medo de que se repita um desastre como o da talidomida, que causou defeitos de nascimento em milhares de crianças, os médicos geralmente dizem às mulheres grávidas que evitem a maioria dos medicamentos.

Esse tipo de pensamento, fomentado pela escassa pesquisa nessa área, está privando as mulheres de terapias necessárias que podem ajudá-las, sem que o feto corra risco, disseram esta semana autoridades do setor de saúde.

Ironicamente, enquanto a gravidez é o momento em que os médicos querem ser mais prudentes, é sobre esse período que eles têm o menor número de dados científicos para se guiar, disse a comissária da Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula drogas e alimentos nos EUA, Jane Henney.

"Simplificando, essa falta de conhecimento coloca as mulheres e seus bebês sob risco", disse Henney.

A FDA e outras agências federais estão avaliando formas de promover pesquisa sobre uso de medicamentos durante a gestação, enquanto ponderam questões éticas, legais, financeiras, entre outras.

As autoridades também estão debatendo qual a melhor forma de fazer chegar novas informações aos médicos. Geralmente, dois terços das drogas prescritas têm rótulos indicando que não há informação suficiente para fornecer a médicos ou pacientes nenhum conselho.

Estudos mostram que, em média, a mulher abaixo dos 35 anos toma três drogas que foram receitadas durante a gravidez. Esse número sobre para cinco no caso das mulheres que estão acima dos 35 anos.

A droga talidomida, usada contra enjôo por grávidas, é lembrada com temor por ter causado deformidades nos filhos das mulheres que a tomaram.

Ensaios clínicos de alto padrão, que poderiam fornecer alertas antes que ocorressem consequências como essas, são impossíveis em muitos casos. Os pesquisadores geralmente acham que é antiético pedir a gestantes que usem algo que poderia prejudicar sua saúde e a de seus bebês.

Esse dilema, e preocupações sobre uma possível responsabilidade legal, tem mantido a maioria dos fabricantes de drogas fora do estudo dos efeitos de seu produtos durante a gravidez, disse Diana Zuckerman, fundadora do National Center for Women and Policy Research (centro nacional para a mulher e política de pesquisa), um grupo de defesa de consumidores.

Sinopse preparada por Reuters Health

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