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Brasileiro "Ganha" Quatro Meses de Vida de 1998 para 1999

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A expectativa de vida dos brasileiros continua aumentando, e a fecundidade e mortalidade infantil estão diminuindo, o que acentua ainda mais o processo de envelhecimento da população brasileira, segundo dados divulgados pelo IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na sexta-feira.

A expectativa de vida das crianças nascidas no ano passado é de 68,4 anos. No levantamento de 1998, a expectativa de vida era de 68,1 anos. Houve um aumento de 0,3 ano, equivalente a aproximadamente quatro meses.

A Tábua da Vida de 1999, que estima a expectativa de vida da população brasileira e é utilizada pelo INSS nos cálculos de aposentadoria, mostra que o perfil da população brasileira sofre uma grande mudança com as transformações na taxa de fecundidade e na mortalidade do país.

Em 1940, 42 por cento da população do Brasil tinha menos de 15 anos. No ano passado o número de jovens caiu para 30,3 do total. A previsão do IBGE é que em 2020 os jovens correspondam a 24,3 por cento da população.

Ao mesmo tempo a população acima de 40 passou de 4 por cento em 1940 para 8 por cento em 1999. A previsão é que em 2020 12 por cento da população brasileira seja formada por idosos, chegando a mais de 25 milhões.

Os dados do IBGE mostram ainda que uma pessoa com 40 anos de idade em 1999 tinha uma expectativa média de vida de mais 33,8 anos. Uma pessoa com 60 anos poderia viver mais 17,7 anos.

Segundo o instituto, os resultados mostram um envelhecimento gradual em função do declínio da fecundidade nas últimas décadas, mudanças nas causas de mortalidade e redução dos níveis de mortalidade.

A queda de fecundidade no Brasil reduziu o número de filhos por mulher de 6,2 em 1950 para 2,3 no ano passado.

O IBGE constatou uma queda no número de mortes relacionadas às doenças respiratórias e infecto-contagiosas, que atingem mais a população infantil. Por outro lado, segundo a pesquisa, houve aumento das doenças típicas da população mais idosa, como neoplasias (qualquer tumor) e doenças que atingem os aparelhos respiratórios e circulatórios.

Os dois fatores estão ligados à diminuição dos índices de mortalidade infantil e aumento da expectativa média de vida. Em 1999, para cada 1.000 crianças recém-nascidas, 34,8 morriam antes de completar um ano de vida no Brasil.

Sinopse preparada por Reuters Health

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