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Médicos Evitam Cirurgia que Retira Tumor mas Preserva Mama

Por M. Mary Pennel

CHICAGO (Reuters Health) - A escolha do cirurgião, não o local onde a mulher mora, pode ser o fator mais importante para determinar se uma paciente com câncer de mama em estágio de desenvolvimento precoce será tratada com lumpectomia ou mastectomia, segundo estudo apresentado no encontro da Radiological Society of North America (RSNA).

A equipe de Lilian H. Rinker, do Central Methodist Healthcare Hospital, em Memphis (Tennessee), observou as fichas médicas de 142 mulheres com câncer de mama em estágio precoce de desenvolvimento.

Todas eram candidatas à lumpectomia preservadora de mama, um procedimento em que apenas o tumor é removido e a maior parte do tecido saudável do seio é poupado. Depois do procedimento, a mulher é submetida a tratamento de radiação para matar qualquer célula remanescente do câncer.

No entanto, "apenas 47 por cento das mulheres foram submetidas à lumpectomia. As demais foram tratadas com mastectomia", disse Rinker. Na mastectomia, um procedimento que desfigura mais, o tumor e a maior parte da mama são removidos.

"Trinta e três cirurgiões ofereceram o tratamento, mas cinco deles realizaram o tratamento em 60 por cento das mulheres", disse Rinker. "Neste grupo, as taxas de lumpectomia variaram muito: um cirurgião realizou lumpectomia em 81 por cento das mulheres que tratou enquanto outro fez lumpectomia em apenas 9 por cento das pacientes", disse a especialista.

Os cirurgiões que compareceram às conferências regulares em que "oncologistas, radioterapeutas e cirurgiões compartilharam pontos de vista e discutiram tratamentos foram mais propensos a realizar a lumpectomia", observou Rinker.

"Os cirurgiões que estavam relutantes em realizar cirurgias conservadoras de mama tenderam a não comparecer às conferências", explicou a especialista.

As conclusões do trabalho "não surpreendem", disse Hedvig Hricak, presidente do comitê público de informações da RSNA, em entrevista à Reuters Health.

"Houve um grande consenso sobre praticar a medicina baseada em evidência, mas, na realidade, muitas vezes os clínicos praticam a medicina baseada no hábito."

Hricak também é chefe da radiologia no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York.

"No Memorial, temos juntas médicas em que todos podem decidir juntos e, quando um cirurgião diz 'esta é a forma como vou tratar este câncer', precisa justificar aquele tratamento", afirmou Rinker.

Para Hricak, se fossem organizadas mais "juntas médicas sobre tumores, o uso da lumpectomia poderia crescer".

Sinopse preparada por Reuters Health

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