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Doença Pulmonar Pode Levar mais à Depressão do que Câncer

NOVA YORK (Reuters Health) - Pessoas com graves doenças pulmonares, como enfisema, que precisam ser tratadas durante toda a vida, podem estar mais debilitadas e mais propensas a ter ansiedade ou depressão do que pacientes com câncer de pulmão, informaram pesquisadores.

Porém, os pacientes que apresentam esses problemas, conhecidos como doenças pulmonares obstrutivas crônicas, não recebem atenção na mesma intensidade que pessoas com câncer, mesmo que suas necessidades sejam igualmente grandes, informou a equipe de J.M Gore, da Universidade de Hull, em East Yorkshire (Grã-Bretanha), na publicação Thorax.

A doença pulmonar obstrutiva crônica (COPD, sigla de cronic obstructive pulmonary diseases) pode ser causada por enfisema, asma e bronquite e, em estágios avançados, leva à redução da capacidade respiratória, à incapacidade de inspirar ou expirar profundamente e, algumas vezes, à tosse crônica.

Em um estudo em que 50 pacientes com COPD avançada foram comparados a 50 pacientes com câncer de pulmão que não poderiam ser operados, 90 por cento dos pacientes com COPD e 52 por cento dos que tinham câncer apresentaram sintomas de depressão e/ou ansiedade.

No total, 82 por cento dos pacientes com doença pulmonar eram pessoas incapacitadas de sair de casa por problemas de saúde, comparados a 36 por cento dos pacientes com câncer nessa situação, indicou o estudo.

Enquanto cerca de um terço dos pacientes com câncer disse ter recebido ajuda de enfermeiras de atendimento domiciliar ou de instituições de saúde assistenciais e outros 56 por cento afirmaram que conheciam esses serviços, nenhum dos pacientes com doença pulmonar teve esse tipo de apoio, segundo os pesquisadores.

Poucos pacientes dos dois grupos foram avaliados quanto a problemas psicológicos.

De acordo com os pesquisadores, a grande diferença entre os dois grupos diz respeito a serviços sociais e comunitários. "A diferença mais óbvia foi que os pacientes com câncer de pulmão tiveram acesso rápido à assistência de serviço de apoio especializado, enquanto os pacientes com COPD não contaram com um apoio equivalente." A equipe de Gore explicou que esse serviço tem como objetivo ajudar pacientes e seus familiares a lidar com os "problemas físicos, psicológicos, sociais e espirituais".

A COPD "não parece ser considerada uma doença de grave pelo público ou por profissionais da saúde", concluíram os autores.

"Pacientes com COPD séria geralmente ficam incapacitados por muito tempo e têm uma taxa de mortalidade comparável à de muitos tipos comuns de câncer", segundo um editorial de K.M. Hill e M.F. Muers, da Leeds General Infirmary, na Grã-Bretanha.

"Por isso, a COPD deveria ser vista como uma doença semelhante ao câncer e não existe razão moral para excluir esse grupo de pacientes dos cuidados paliativos, incluindo o acesso aos serviços de internação e serviços que vão além da internação."

Sinopse preparada por Reuters Health

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