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Mortos por Bebida Clandestina no Quênia já Chegam a 51

Por Simon Denyer

NAIRÓBI (Reuters). O número de pessoas que morreram depois de tomar uma bebida alcoólica ilegal na capital do Quênia, Nairóbi, subiu para 51 na quinta-feira. Segundo a polícia, muitas outras estão cegas.

O porta-voz da polícia, Peter Kimanthi, disse que a contagem mais recente indica que 51 pessoas morreram e 174 estão hospitalizadas depois de consumir a bebida, conhecida localmente como chang'aa, na terça-feira.

Doze mulheres foram presas por vender a bebida, mas a polícia ainda não localizou sua fonte. "Achamos que foi produzida fora de Nairóbi", disse Kimanthi. "Estamos procurando o lugar."

O Hospital Nacional Kenyatta, na quinta-feira, estava repleto de vítimas da bebida, muitas delas cegas, algumas se contorcendo de dor.

"Comecei a vomitar pela manhã e então me dei conta de que não conseguia enxergar. Me disseram que o sujeito que estava bebendo conosco morreu", contou uma vítima.

Médicos informaram que mais de 20 pessoas morreram no hospital na quarta-feira, e na quinta pela manhã mais vítimas continuavam a chegar, vindas de favelas em todas as partes da capital.

O jornal "The Daily Nation" contou que um homem morreu depois de sair, cambaleando, do táxi que o levara ao hospital. Sem poder cobrar a corrida, o motorista pegou seus sapatos.

As favelas de Nairóbi estão repletas de bares ilegais que competem por fregueses com alto teor alcoólico das bebidas que vendem.

Mas é comum surgirem problemas quando álcool puro ou outras substâncias químicas são acrescentadas às bebidas, para torná-las mais fortes.

O diretor de serviços médicos do Ministério da Saúde do Quênia disse à Reuters: "Acreditamos que a bebida ilegal contivesse metanol, que é proibido no país -- é um veneno".

Sinopse preparada por Reuters Health

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