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Sexualidade/Muito Prazer, a Nuca

28 de Abril de 2000 (Bibliomed). Todos os seres humanos têm um mapa erógeno no corpo. Uma espécie de código pessoal e intransferível do prazer. Algumas, por exemplo, sentem prazer ao serem estimuladas na nuca. E não é para menos. A nuca é uma região de confluência de terminações nervosas, tornando, desta forma, a área mais sensível.

Além disso, a nuca fica em um lugar escondido. Seja pelos cabelos, seja por roupas, ela não recebe estímulos e nem está exposto a muitas fricções. Com isso, fica mais sensível e receptiva ao menor contato. Mas, claro que nem todo mundo tem uma resposta de prazer com este contato. Algumas pessoas podem até se sentir incomodadas com um simples toque.

Os mitos impedem as pessoas de explorarem mais outras zonas

A terapeuta familiar Maria Cristina Milanez, da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, divide as zonas erógenas em dois tipos: primárias e secundárias. Na primária estão as genitálias e os seios femininos e masculinos. Na secundária estão os outros delicados e nem sempre previsíveis pontos sensualmente sensíveis: dos pés até a nuca.

E um dos maiores erros, segundo a terapeuta, é acreditar que apenas os primários são erógenos. É uma visão limitada. Na verdade, toda a pele do ser humano é uma zona erógena. Embaixo dela há uma vascularização grande, diz. Ela explica que ao serem estimuladas, as terminações nervosas mandam mensagens para o cérebro, que, por sua vez, se prepara para o prazer e para o orgasmo.

No caso da nuca, a terapeuta explica: Há toda uma enervação do tronco para a cabeça. A área é quase um feixe de nervos. Segundo ela, a região guarda outra característica muito especial: ela faz a conexão entre corpo e cabeça, ou seja, a sensação e a emoção.

Quando o olfato entra em ação para estimular ainda mais

Além disso, a região da nuca ainda está bem próxima dos odores pessoais, como o do hálito e do cheiro do cabelo, por exemplo. E o olfato, como se sabe, é um sentido muito importante e forte em um processo erótico. Apenas isso já seria um fator de excitação para algumas pessoas. Mas, sempre vale dar uma incrementada durante a exploração da área.

A terapeuta Maria Cristina dá algumas dicas: Fazer massagens, dar mordidinhas, enfim, vale qualquer coisa que não agrida, mas que seja excitante, diz Maria Cristina. Ela, inclusive, recomenda uma massagem vigorosa na nuca com as pontas dos dedos como uma forma de relaxar e também de excitar.

Uma questão de cultura e de história

Não se pode esquecer outros aspectos importantes quando o assunto são as zonas erógenas, entre eles o cultural e o histórico. A cultura e a visão mais moralista das coisas, de modo geral, limita muito os seres humanos. Durante muitos anos, por exemplo, se acreditou que somente com a manipulação dos órgãos genitais pudesse dar prazer. É um mito que, de acordo com a terapeuta Maria Cristina, ainda hoje precisa ser derrubado. Até porque, como ela ressalta, uma relação é mais do que a simples penetração.

Esse mito quase foi demolido na década de 60, com o advento da pílula e do amor livre. Ali a mulher sacramentou o prazer como um ponto muito importante em uma relação e não apenas a reprodução. Com a ampliação da visão em torno da sexualidade, ampliou-se também o sentido das zonas erógenas. Mas, 20 anos depois, na década de 80, veio a Aids e, novamente, uma retração sexual.

Mas, ainda assim, a mulher de hoje se permite bem mais o prazer. Ela pode tomar conta do seu corpo e das suas descobertas, diz. Descobertas de áreas que possibilitam um estímulo e um prazer. E é nessa que entra a nuca.

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