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Programa da ONU Põe Aids na Agenda de Prioridades do Mercosul

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Aids será incluída na agenda dos países do Mercosul e programas educativos devem começar em janeiro de 2001 em cidades de fronteira no Brasil, Uruguai, Paraguai, Chile e Argentina.

O anúncio foi feito quarta-feira durante o Fórum 2000 por Pedro Chequer, coordenador para América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para Aids (Unaids).

Em dezembro, uma reunião ministerial deve colocar o assunto como prioridade de discussão entre os representantes governamentais e analisar as ações do programa de fronteiras.

O Unaids e organizações internacionais devem destinar 50 mil dólares para ações educativas da população migrante de fronteira com distribuição de material educativo entre caminhoneiros, taxistas, estabelecimentos comerciais, hotéis e motéis em cidades de fronteira como Uruguaiana e Mendoza (Argentina).

Segundo Chequer, apesar dos avanços no controle da doença entre homossexuais e usuários de drogas injetáveis, a epidemia está crescendo em populações de menor poder aquisitivo e entre mulheres, grupos que têm menor taxa de adesão ao tratamento.

O representante da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), em que os menores índices de adesão ao tratamento foram 56 por cento entre pessoas sem renda fixa e 63 por cento entre mulheres.

O especialista informou, ainda, que o aumento do número de casos entre mulheres está coincidindo com as áreas onde há alta incidência de transmissão do HIV entre usuários de droga. Por outro lado, Chequer aponta mudanças já perceptíveis no comportamento sexual dos brasileiros.

"O uso de preservativos na primeira relação sexual aumentou de 4 por cento em 1986 para 49 por cento em 1999, enquanto a venda de camisinhas passou de 30 para 320 milhões entre 1994 e 1999", disse Chequer.

Na opinião do representante da ONU, a situação do Brasil é diferenciada em relação aos vizinhos. "O Brasil é um exemplo concreto de que o movimento social organizado e responsável faz com que existam avanços reais antes mesmo das mudanças na legislação. Infelizmente, isto não acontece nos outros países da região", disse Chequer.

O evento, que discute a situação do HIV/Aids na América Latina e Caribe, está sendo realizado no Rio e vai até sábado. Segundo os dados mais recentes, na região há 1,6 milhão de pessoas vivendo com HIV/Aids. O Brasil tem 540 mil (0,57 por cento da população infectada) e na Argentina são 130 mil (0,69 por cento da população infectada).

Sinopse preparada por Reuters Health

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