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Nova Técnica Poderá Indicar Esquizofrenia em Fase Inicial

Por Patricia Reaney

LONDRES (Reuters) - Psiquiatras britânicos afirmaram esta semana que, pela primeira vez, estavam desenvolvendo uma nova técnica que detecta alterações no cérebro durante os estágios iniciais da esquizofrenia.

Assim como especialistas em câncer conseguiram desenvolver técnicas para a detecção e o tratamento precoces da doença, os psiquiatras esperam fazer o mesmo com a esquizofrenia.

A detecção precoce, antes de pacientes apresentarem psicoses como delírios ou ouvir vozes, permitirá que médicos iniciem o tratamento cedo e pode aumentar as chances de recuperação.

Cientistas reconhecem que o cérebro com esquizofrenia sofre mudanças físicas, mas até agora eles não sabiam que as alterações poderiam ocorrer nos estágios iniciais da doença.

"Na esquizofrenia, idealizávamos poder intervir antes da doença se desenvolver, no entanto, nossos instrumentos de diagnósticos atualmente disponíveis não são suficientes para permitir que façamos isso", disse Tonmoy Sharma, do Instituto de Psiquiatria, em Londres.

De acordo com Sharma, seu estudo demonstrou que diferenças cerebrais características estão presentes em um estágio bastante precoce da doença e que imagens do cérebro podem se tornar um poderoso indicador de prognóstico da futura doença.

Durante o estudo, Sharma e sua equipe utilizaram técnica de imagem de ressonância magnética (MRI) em 68 pessoas, incluindo 37 que apresentaram a primeira psicose nos últimos três meses. Seus resultados foram comparados aos de voluntários saudáveis.

O estudo, publicado em American Journal of Psychiatry, revelou diferenças em três áreas do cérebro, sugerindo que as mudanças ocorrem antes dos pacientes começarem a apresentar sintomas.

"Precisamos não só ter interesse pela intervenção precoce, mas verificar se podemos prevenir a manifestação de psicoses e a inevitável deterioração que podemos observar na estrutura e na função cerebrais nestas pessoas", afirmou Sharma.

"No câncer, verificamos que a realização de exames em pessoas sob risco pode ter um grande efeito no sucesso do tratamento. Com um método de testes de esquizofrenia adequado, pela primeira vez, a psiquiatria preventiva se torna uma possibilidade realista", avaliou Sharma.

A esquizofrenia é a forma mais comum de doença mental grave, atingindo uma em 100 pessoas. Suas causas ainda são desconhecidas, mas cientistas sabem que a doença afeta substâncias químicas cerebrais e acreditam que existe uma relação biológica que pode predispor uma pessoa à doença.

Sinopse preparada por Reuters Health

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