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Mieloma Múltiplo Corresponde a 1% dos Casos Gerais de Câncer no Mundo

O mieloma múltiplo, tipo de tumor sanguíneo e um dos cânceres mais devastadores que acometem o ser humano, corresponde a 1% dos casos gerais de câncer no mundo e a 10% dos tumores sanguíneos. No Brasil, o mieloma múltiplo representa 0,14% dos diagnósticos de câncer, segundo o Registro de Dados Populacional e Estimativa de Câncer no Brasil para 2000 do Instituto do Câncer (Inca) – órgão do Ministério da Saúde. De acordo com as estimativas, são mais de três mil casos novos por ano no país.

A doença acomete principalmente pessoas com idade acima de 50 anos e sua incidência é maior em indivíduos que manipulam substâncias agrotóxicas, de acordo com a hematologista Jane Dobbin, chefe do Instituto Nacional do Câncer no Rio de Janeiro (RJ). “A manipulação de substâncias agrotóxicas, principalmente em lavouras, é um fator de risco”, explica.

O mieloma origina-se da proliferação descontrolada de uma célula no sistema de defesa do corpo: o plasmócito, que passa a produzir grande quantidade de uma imunoglobina anormal, que é jogada na corrente sanguínea. Esta proteína patológica se deposita nos rins, causando insuficiência renal e distúrbios metabólicos. Um processo de destruição óssea também ocorre, provocando muitas dores e podendo causar fraturas. “Um dos sintomas mais comuns é a dor óssea por lesões no osso, que podem levar a fratura patológica – sem causa conhecida”, afirma a Dra. Jane. “O paciente pode estar dormindo e sofrer uma fratura”, exemplifica. Além disso, o indivíduo pode apresentar anemia e, em decorrência do enfraquecimento do sistema imunológico, ficar suscetível a vários tipos de infecção.

De acordo com a hematologista, as formas de tratamento do mieloma múltiplo são: quimioterapia oral e venosa, transplante de célula progenitora e de médula óssea. O aprimoramento dos tipos de tratamento estão dando uma sobrevida maior para o paciente. “Antigamente, essa sobrevida era de um ano a partir do diagnóstico; Atualmente, o período de sobrevida varia de três a cinco anos”, explica.

Ainda de acordo com a Dra. Jane, não há nada relacionado à alimentação no que se refere à causa ou tratamento. No entanto, por causa das lesões ósseas, o cálcio aumenta muito. “Sempre recomendamos que, na alimentação do paciente, evite dar cálcio por causa das lesões do osso”, afirma. Outros medicamentos para alívio da dor óssea são os inibidores de osteólise. “Esses remédios melhoraram muito o fator dor do paciente. A medicação é profilática para a diminuição de fraturas, dando conforto ao indivíduo”, explica a hematologista.

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