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Atletas do Remo São Mais Propensos a Ter Distúrbio Alimentar

Por Charnicia E. Huggins

NOVA YORK (Reuters Health) - Uma pesquisa já havia sugerido que atletas estão mais propensos do que os que não realizam uma prática esportiva a sofrer de distúrbios alimentares. Mas entre os desportistas há alguns mais susceptíveis?

Para responder essa pergunta, uma equipe de pesquisadores da Universidade do Havaí" analisou respostas de 99 corredores, 36 ciclistas e 55 remadores.

"Agora, existe uma forma de analisarmos grupos de atletas e ver não só que grupos de atletas estão sob maior risco de distúrbios alimentares, mas também quais atletas dos grupos estão mais propensos a desenvolver problemas de distúrbios alimentares", disse o autor do estudo, Alayne Yates, à Reuters Health.

Yates e o co-autor do estudo, J. Edman, elaboraram a hipótese de que remadores seriam os mais saudáveis entre os três grupos de atletas.

No remo -- esporte popular na Austrália, Nova Zelândia e nas Ilhas do Pacífico -- a metade inferior do corpo é 'escondida' dentro de uma canoa e não existe um uniforme para dar destaque a uma forma do corpo particular, explicou Yates.

Os pesquisadores especularam que, consequentemente, esses atletas dariam menos ênfase a uma forma 'perfeita'.

Os atletas preencheram um questionário que incluía questões relacionadas a autocontrole, intolerância consigo mesmo, redução de peso e competição.

As descobertas do estudo foram apresentadas durante o 47o. encontro anual da American Academy of Child and Adolescent Psychiatrists (Academia Americana de Psiquiatras de Crianças e Adolescentes) no sábado, em Nova York.

De acordo com a pesquisa, as atletas mulheres estão mais preocupadas em perder peso e relatam "mais distúrbios alimentares no presente ou passado" do que os atletas do sexo masculino.

Os cientistas destacaram que, no geral, os grupos de atletas apresentaram notas baixas de intolerância consigo mesmo, no entanto, os atletas que tiveram notas altas estavam mais propensos a relatar sintomas de um distúrbio alimentar.

Ao contrário da hipótese anterior, remadores estavam mais propensos do que ciclistas a relatar intolerância. Remadoras, em particular, "relataram mais ansiedade e depressão do que corredoras ou ciclistas", afirmaram Yates e Edman.

Yates destacou que a natureza de grupo do remo -- normalmente, seis pessoas em uma canoa -- não dá ao esporte um aspecto mais sociável, como os cientistas presumiram anteriormente.

Na verdade, Yates e Edman detectaram um nível de malícia social -- diferente daquela presente entre ciclistas e corredores -- que pode ter aumentado a pressão entre remadores, agravando sua ansiedade ou depressão.

Por exemplo, alguns remadores foram escolhidos com base se os membros da equipe gostavam ou não deles e não a partir de sua capacidade ou talento, disse Yates.

Para evitar possíveis distúrbios alimentares entre atletas, Yates aconselhou moderação nos esportes e sugeriu que adultos ensinem a crianças as virtudes do relaxamento.

"É bom alcançar o melhor de si, no entanto, para conseguir isso, você precisa ir com mais calma", acrescentou o pesquisador.

Sinopse preparada por Reuters Health

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