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Problema Respiratório Pode Fazer Dormir ao Volante

NOVA YORK (Reuters Health) - Muitas pessoas que dormem ao volante -- aumentando as chances de acidentes -- sofrem de distúrbios respiratórios que não foram diagnosticados, revelam descobertas de um novo estudo.

Pesquisadores espanhóis descobriram que um em cada 30 motoristas sente sonolência regularmente quando dirige em uma estrada.

Isso corresponde a um aumento 13 vezes maior no risco de acidente automobilístico, afirmaram Juan F. Masa, do Hospital San Pedro de Alcantara, em Cáceres, Espanha, e sua equipe na edição de outubro de American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

Comparados a motoristas mais alertas, os sonolentos tendiam a estar acima do peso, roncar, ter pressão sanguínea alta e sentiam sono pela manhã.

Esses motoristas também estavam mais propensos a apresentar distúrbios de sono como apnéia do sono, em que a respiração pára por curtos períodos durante a noite.

O acesso a tratamento para distúrbios do sono é importante para a prevenção de acidentes, de acordo com outras descobertas de um estudo apresentadas na terça-feira durante um encontro da American College of Chest Physicians -- associação que reúne especialistas cardiopulmonares de todo o mundo-, em São Francisco, Califórnia.

Nesse estudo, pessoas com suspeita de distúrbio de sono apresentavam um alto risco de sofrer um acidente de carro quando tinham que esperar muitas semanas para consultar um especialista em sono.

Participaram do estudo 124 pessoas que foram encaminhadas a um centro de sono para observação devido à sonolência excessiva. Em média, os pacientes tinham que esperar um mês antes de serem atendidos em um centro médico.

Durante esse período, 5,4 por cento sofreram um acidente de carro, 16,4 por cento quase sofreram um acidente grave, 16,2 por cento dormiram no volante e 30,6 por cento dormiram no trabalho, de acordo com pesquisadores coordenados por Michel Chalhoub, da Universidade do Texas, em Houston.

Além disso, algumas das pessoas foram despedidas ou rebaixadas de suas funções durante o período de espera entre buscar ajuda e receber tratamento.

Muitos desses acidentes e outros problemas poderiam ter sido evitados se os distúrbios de sono tivessem sido diagnosticados e tratados antes, de acordo com os cientistas.

"O procedimento para estes pacientes, a transparência na aprovação por seguradoras e o atendimento de laboratórios de sono devem ser melhorados", concluem Chalhoub e sua equipe.

Sinopse preparada por Reuters Health

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