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Muitas Mamografias Têm Resultado Falso-Positivo

Por Keith Mulvihill

NOVA YORK (Reuters Health) - Mulheres que começam a fazer mamografias anuais a partir dos 50 anos de idade podem ter até três resultados falsos-positivos durante a vida, informaram pesquisadores.

A equipe de Cindy L. Christiansen, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, em Massachusetts, pesquisou quais mulheres são mais propensas a ter uma mamografia falso-positiva, em que há impressão de presença de câncer ou células pré-cancerosas quando na realidade não existe nenhuma.

Além disso, os pesquisadores examinaram a forma como as mamografias são realizadas para verificar que procedimentos podem contribuir para um resultado falso-positivo.

A equipe examinou os resultados de aproximadamente 10 mil mamografias realizadas em 2.227 mulheres entre 40 e 69 anos de idade.

No total, "6,5 por cento foram falsos-positivos; 23,8 por cento das mulheres tiveram pelo menos um resultado falso positivo. Depois de nove mamografias, o risco de um falso-positivo foi de 43,1 por cento", indicou o trabalho.

Os pesquisadores descobriram que quatro características específicas levaram a mais resultados falsos-positivos.

"Mulheres mais jovens, mulheres que usam estrogênio, mulheres submetidas a uma biópsia prévia e mulheres com histórico familiar de câncer de mama foram as apresentaram mais chances de ter um falso-positivo", disse Christiansen à Reuters Health.

De acordo com a especialista, outros fatores também contribuíram para a ocorrência de falsos-positivos. Por exemplo, quanto maior o intervalo de tempo entre as mamografias, maior o risco de a mulher ter resultados falso-positivos.

O hábito de não comparar as mamografias aos exames anteriores também contribuiu para resultados falsos-positivos.

A equipe espera que a análise de alguns desses fatores permita que as mulheres sejam mais bem informadas sobre o procedimento.

"As mulheres que não têm uma mamografia para comparar com a recente são 75 por cento mais propensas a ter um falso-positivo", explicou Christiansen.

"Assim, recomendamos que as mulheres tenham sempre acesso a seus exames anteriores", disse a pesquisadora. "As mulheres que estavam tomando estrogênio tiveram 29 por cento de chance de ter um falso-positivo", acrescentou a especialista.

Essas informações podem aliviar um pouco a ansiedade que muitas mulheres sentem quando são chamadas para fazer novos exames, observou Christiansen.

"A maioria das mulheres vai ter um falso-positivo e se elas souberem que, em um determinado momento da vida, serão chamadas para refazer exames, talvez não precisem se preocupar demais", disse Mary B. Barton, uma das autoras do estudo, em entrevista à Reuters Health.

Sinopse preparada por Reuters Health

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