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Cientistas Avaliam Risco de Radiação em Linhas Aéreas

Por Georgina Kenyon

LONDRES (Reuters Health) - Cientistas da University College London, com apoio da companhia aérea Virgin Atlantic, vão monitorar o nível de exposição à radiação nos aviões durante o vôo.

A atmosfera protege os habitantes da Terra da radiação que banha o planeta, mas quanto mais uma pessoa se afasta da superfície -- em um avião, por exemplo -, menor a proteção contra a radiação cósmica.

A exposição à radiação durante uma viagem de avião é praticamente desprezível, mas vôos mais demorados e frequentes podem significar risco maior, segundo Bob Bentley, do Mullard Space Science Laboratory (Laboratório de Ciências Espaciais Mullard) da University College London.

"Os passageiros estão voando com mais frequência e os aviões estão voando mais alto por causa do aumento do tráfego aéreo", disse o cientista à Reuters Health.

"Há uma preocupação crescente quanto à exposição à radiação dos viajantes mais frequentes e o risco de desenvolver câncer", explicou Bentley.

As pessoas que voam com frequência podem ter um risco ainda mais alto que a tripulação, que trabalha em turnos, com revezamento de equipes, informou o cientista.

De acordo com os especialistas, o máximo da radiação cósmica está entre os 50 mil e 60 mil pés de altitude. "A radiação cósmica contém partículas muito energéticas e o fluxo dessa radiação é regulado pelos ventos solares", observaram os autores. Os ventos solares são gerados pelo sol.

"Quando há uma explosão solar, a radiação liberada pode ser mil vezes maior que a normal. Explosões dessa magnitude ocorreram na década de 50, mas naquela época não houve estudos com passageiros de avião que pudessem apontar uma maior incidência de câncer", informou o pesquisador.

"Os estudos anteriores sobre radiação cósmica não pesquisaram tripulantes ou passageiros suficientes para produzir dados conclusivos", disse Bentley.

Se as viagens aéreas estiverem associadas a risco maior de desenvolver câncer, o futuro das viagens espaciais e de uma missão a Marte podem não ser tão atraente, comentou o pesquisador.

O estudo começou em setembro deste ano sendo apoiado pela Civil Aviation Authority (Autoridade de Aviação Civil) e o Particle Physics Research Laboratory (Laboratório de Pesquisa de Partículas Físicas), do governo norte-americano.

Sinopse preparada por Reuters Health

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