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Venezuela enfrenta a pior epidemia de malária em cinco décadas

05 de setembro de 2016 (Bibliomed). Em 1961, a Venezuela se tornou o primeiro país a ser certificada pela Organização Mundial de Saúde para erradicar a malária nas áreas mais povoadas. Este feito agora é apenas uma lembrança: nos primeiros seis meses do ano no país foram notificados 125.000 casos, o que representa um aumento de 72% sobre o ano anterior. A crise econômica, política e da saúde do país causado um retrocesso de mais de meio século. Agora, a doença que havia permanecido silenciosa em áreas remotas da floresta se espalhou por todo o país para níveis impressionantes.

"É uma situação de vergonha nacional", diz o Dr. Jose Felix Oletta, o último ministro venezuelano da Saúde antes da presidência de Hugo Rafael Chávez. O ex Ministro vive na capital, Caracas, onde os casos de malária estão aparecendo agora. "Eu via esse tipo de coisa quando era estudante de medicina meio século atrás. Dói. A doença tinha desaparecido ", diz ele.

A doença começa nas minas de ouro. A difícil situação económica que os venezuelanos enfrentam, com a inflação anual atingindo 700%, forçou a que pelo menos 70.000 pessoas de todas as profissões vissem para a região mineira no último ano. Embora a procura de ouro em buracos alagados, o lugar perfeito para reprodução de mosquitos, dezenas de milhares de pessoas infectadas estão espalhando a malária ", disse Jorge Moreno, especialista venezuelano.
Milhares de pessoas tem ido para Ciudad Guayana, a leste da Venezuela, para trabalhar em minas abertas, pantanosas espalhados na selva, à procura de ouro e de subsistência.

Lá, garçons, balconistas, motoristas de táxi, graduados de universidades e até mesmo funcionários públicos que estão em férias nos seus empregos estão cavando para buscar ouro para venda no mercado negro, tudo sob a supervisão de um grupo armado que cobra uma comissão.

A doença é transmitida quase que imediatamente. Essas pessoas voltam para suas casas nas grandes cidades, e são atacadas por mosquitos que se encarregam de disseminar a doença no meio urbano. Na Venezuela não há loções ou dispositivos de fumigação que impeçam os insetos de picar as pessoas, ocorrendo assim a transmissão da malária.

Oficialmente a propagação da malária na Venezuela tornou-se um segredo para o governo Chávez e a que se seguiu a ele. A administração de Nicolas Maduro não publicou relatórios epidemiológicos da doença no ano passado, e diz que não há crise.

Fonte: La Razon (México)

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