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Oncologistas São Contra Eutanásia, Revela Pesquisa

NOVA YORK (Reuters Health) - Apenas uma pequena minoria de oncologistas apoiou o suicídio assistido ou eutanásia para seus pacientes, segundo um estudo recente. De acordo com os pesquisadores, na Holanda e no Estado de Oregon (Estados Unidos), onde a eutanásia é permitida, mais de dois terços dos pacientes que recorreram ao chamado suicídio assistido sofriam de câncer, mas até agora nenhuma pesquisa tinha ouvido a opinião dos oncologistas.

A equipe de Ezekiel J. Emanuel, do Instituto Nacional de Saúde, em Bethesda (Maryland), entrevistou cerca de 3.300 oncologistas norte-americanos no maior levantamento já realizado sobre eutanásia e suicídio assistido.

O trabalho foi publicado na edição de 3 de outubro do Annals of Internal Medicina (Anais de Medicina Interna).

Dos oncologistas entrevistados, apenas 22,5 por cento apoiaram o suicídio assistido para pacientes terminais com câncer de próstata em estado terminal, com dor incontrolável por medicamentos. Apenas 6,5 por cento foram favoráveis à eutanásia no mesmo caso.

A pesquisa indicou que um número ainda menor de médicos mostraram-se interessados em atuar como clínico no suicídio assistido (15,6 por cento) ou em praticar a eutanásia (2 por cento).

Quase 63 por cento dos oncologistas já receberam pedidos para eutanásia ou suicídio clínico assistido durante sua carreira sendo que 31,1 por cento dos pedidos foram feitos durante os últimos 12 meses, escreveram os pesquisadores. Entre os que responderam à pesquisa, 10,8 por cento já atuaram em suicídios assistidos (3,4 por cento nos últimos 12 meses) e 3,7 por cento já realizaram eutanásias (0,8 por cento no ano anterior).

As taxas de eutanásia realizadas foram quatro vezes mais altas entre oncologistas que enfrentaram problemas administrativos, fiscais e estruturais para oferecer o tratamento necessário para os pacientes terminais do que entre os profissionais que tinham o máximo de recursos à sua disposição.

Os pesquisadores citaram quatro fatores associados à falta de apoio dos oncologistas para eutanásia ou suicídio clínico assistido: relutância em aumentar a dose de morfina para controlar a dor em pacientes com metástase de câncer de mama que pediam a droga; ter tempo suficiente para discutir suicídio assistido ou eutanásia com pacientes terminais; se considerarem religiosos e serem católicos.

"No geral, nossos resultados enfatizaram a necessidade de educar os clínicos para otimizar as práticas de controle da dor tanto durante sua formação tanto como parte da educação médica contínua", concluíram os autores. "Os clínicos mais bem informados sobre atendimento a pacientes terminais sentem menos necessidade de usar a eutanásia e o suicídio clínico assistido", concluíram os pesquisadores.

Sinopse preparada por Reuters Health

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