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Brasil testa vacina contra AIDS

06 de agosto de 2013 (Bibliomed). Durante os próximos 24 meses, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) testarão em macacos uma vacina contra o HIV, vírus causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids).

O objetivo do estudo com animais é encontrar um método de imunização eficiente para ser testado em humanos. Concluída a fase de pesquisa com animais, e essa obtendo sucesso, poderão ser iniciados testes com seres humanos, mas, para isso, será necessário obter financiamento.

A pesquisa é realizada com o imunizante HIVBr18, que foi desenvolvido e patenteado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP. Para chegar ao HIVBr18, os cientistas analisaram o sistema imunológico de um grupo especial de portadores do vírus que conseguiram manter o HIV controlado por mais tempo e demoravam a adoecer.

Os pesquisadores descobriram que no sangue dessas pessoas, a quantidade de linfócitos T do tipo CD4 - o principal alvo do HIV - permanecia mais elevada que o normal. Edecio Cunha Neto, um dos pesquisadores que descobriram o HIVBr18, explica que as células TCD4 são responsáveis por acionar os linfócitos T do tipo CD8, produtores de toxinas que matam as células infectadas, além dos linfócitos B, produtores de anticorpos.

A equipe isolou, então, pequenos pedaços de proteínas das áreas mais preservadas do vírus HIV - aquelas que se mantêm estáveis em quase todas as cepas e, com o auxílio de um programa de computador, selecionou os peptídeos que tinham mais chance de serem reconhecidos pelos linfócitos TCD4 da maioria dos pacientes. Dezoito peptídeos escolhidos foram recriados em laboratório e codificados dentro de um plasmídeo - uma molécula circular de DNA.

Testes realizados in vitro com amostras de sangue de 32 portadores de HIV genéticas e imunológicas bastante variadas revelaram que, em mais de 90% dos casos, pelo menos um dos peptídeos foi reconhecido pelas células TCD4. Em 40% dos casos, mais de cinco peptídeos foram identificados.

Os pesquisadores acreditam que os testes com primatas levarão a um avanço grande na pesquisa, uma vez que o sistema imunológico desses é semelhante ao humano, além dos macacos serem suscetíveis ao SIV, vírus que deu origem ao HIV.

Fonte: Diário da Saúde, 05 de agosto de 2013

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