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Artigos de saúde

Linha do Tempo da AIDS: Do Primeiro Caso aos Dias Atuais

Linha do Tempo da AIDS: Do Primeiro Caso aos Dias Atuais

"A aids não é mortal. Mortal somos todos nós."
Herbert de Souza, o Betinho

12 de dezembro de 1977: Morre, aos 47 anos, a médica e pesquisadora dinamarquesa Margrethe P. Rask. Ela havia estado na África, estudando o Ebola, e começara a apresentar diversos sintomas estranhos para a sua idade. A autópsia revelou que seus pulmões estavam cheios de microorganismos que ocasionaram um tipo de pneumonia.

1981 – Descreve-se pela primeira vez a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, contudo, sem nomeá-la cientificamente.

1982 - Pesquisadores do CDC estavam colhendo dados a respeito de nomes de pessoas homossexuais que houvessem mantido relações sexuais entre si, a fim de mapearem aquela doença, até então não compreendida em relação à sua forma de transmissão. Grande parte das pessoas entrevistadas relata haver conhecido um mesmo homem, um comissário de bordo de origem franco-canadense, Gaetan Dugas. Mais tarde este homem passou a ser conhecido como o paciente zero, a partir de quem a doença teria cruzado o oceano atlântico. No Brasil, os primeiros sete casos confirmados ocorreram em São Paulo, todos pacientes de prática homo/bissexual, tendo sido o Hospital Emílio Ribas a atendê-los. Os pesquisadores ainda não haviam chegado a um consenso sobre o nome para esta doença, que era tratada pela imprensa como ‘Peste Gay’ ou GRID - Gay-Related Immune Deficiency. Ainda neste ano, casos de AIDS foram relatados em 14 países ao redor do mundo.

1983 – Instalou-se grande pânico ao redor do mundo quando se cogitou que a doença poderia ser transmitida pelo ar e utensílios domésticos, após ter sido relatado casos de infecção em crianças nos Estados Unidos. Ocorre a primeira Conferência sobre AIDS, em Denver, EUA. A doença é relatada em 33 países. Estavam confirmados 3.000 casos da doença nos EUA, com um total de 1.283 óbitos.

1984 – Descobre-se o retrovírus considerado agente etiológico da AIDS. Dois grupos de cientistas reclamaram ter sido o primeiro a descobri-lo: um do Instituto Pasteur de Paris, chefiado pelo Dr. Luc Montangnier e o outro dos Estados Unidos, chefiado pelo Dr. Robert Gallo. Ocorre a morte de Gaetan Dugas, considerado o "paciente zero", a pessoa que trouxe o vírus para a América. Fecham-se as saunas gays na cidade de São Francisco, EUA. A secretária de saúde e serviços humanos dos Estados Unidos declara que em muito pouco tempo, antes do ano de 1990, haveria uma vacina e a cura contra a AIDS. No final deste ano, 7.000 americanos tinham a doença.

1985 – Chega ao mercado um teste sorológico de metodologia imunoenzimática, para diagnóstico da infecção pelo HIV que podia ser utilizado para triagem em bancos de sangue. Após um período de conflitos de interesses político-econômicos, esse teste passou a ser usado mundo afora e diminuiu consideravelmente o risco de transmissão transfusional do HIV. O ator Rock Hudson morre, sendo a primeira figura pública conhecida a ter falecido em função de AIDS. Ryan White, um menino de 13 anos e hemofílico, é expulso da escola. Ocorre a primeira Conferência Internacional de AIDS em Atlanta. Ao final do ano, a AIDS havia sido relatada em 51 países. É relatada no Brasil a primeira ocorrência de transmissão perinatal, em São Paulo.

1986 - Na segunda Conferência Internacional de AIDS, ocorrida em Paris, foi reportada experiências iniciais do uso do AZT. No mesmo ano, o órgão norte-americano de controle sobre produtos farmacêuticos FDA (Food and Drug Administration) aprovou o seu uso. Este revelou um impacto discreto sobre a mortalidade geral de pacientes infectados pelo HIV. A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou uma estratégia global de combate à AIDS. Em relação aos usuários de droga injetável, a estratégia recomendava aos usuários que esterilizassem seringas e agulhas. No Brasil, Herbert de Souza, o Betinho, conhecido sociólogo e ativista político brasileiro, hemofílico, confirma sua condição de portador do vírus HIV. No mesmo ano ele funda a ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS, entidade que vira referência na luta por maior controle dos bancos de sangue e contra a discriminação.

1987 – O governo britânico lançou uma campanha publicitária com a frase "Não morra de Ignorância" e entregou em cada residência um folheto sobre a AIDS. A princesa Diana abriu o primeiro Hospital especializado em tratamento da AIDS na Inglaterra. O fato dela não ter usado luvas quando apertou as mãos de pessoas com AIDS foi amplamente divulgado pela imprensa e ajudou a mudar atitudes preconceituosas. O presidente Kaunda, da Zâmbia, anunciou que seu filho morrera de AIDS. O presidente americano Ronald Reagan fez seu primeiro discurso sobre AIDS quando 36 mil americanos já possuíam diagnóstico e 20.000 já haviam morrido. Ao redor do mundo, no mês de novembro, 62.811 casos já tinham sido oficialmente reportados pela OMS, de 127 países. Desde este ano, o Governo Americano repassa recursos para o desenvolvimento de programas globais de prevenção ao HIV/AIDS.

1988 – A Inglaterra, em função do alto índice de contaminação de usuários de drogas, começou a discutir estratégias específicas focadas em programas de prevenção que foram mandados para 148 países. O programa enfatizava a educação, a troca de informações e experiências e a necessidade de proteção dos direitos e da dignidade humana. Morrem os dois irmãos de Betinho, também hemofílicos, de AIDS: Henfil, proeminente escritor, aos 43 anos e Chico Mário. Betinho afasta-se da ABIA, desesperançado. No mesmo ano, a OMS instituiu o Dia Mundial da AIDS, primeiro de dezembro, sendo esta primeira edição com o tema: "Junte-se ao esforço mundial".

1989 – Um grande número de novas drogas tornou-se disponível no mercado para tratamento das infecções oportunistas. O preço do AZT caiu 20%. Um novo antirretroviral, DDI, foi autorizado pelo FDA para pacientes com intolerância ao AZT. O tema do Dia Mundial da AIDS, 1º de Dezembro, é "Cuidemos uns dos outros".

1990 – Morre Ryan White, aos 19 anos. O programa de troca de agulhas e seringas da cidade de Nova York é fechado por questões políticas. Em dezembro, mais de 307 mil casos de AIDS haviam sido oficialmente reportados pela OMS, porém havia estimativas de números próximos a 1 milhão. No Brasil, morre o cantor de rock Cazuza. No mesmo ano, seus pais fundam a Sociedade Viva Cazuza. O tema do Dia Mundial da AIDS é "Aids e mulheres".

1991 – O jogado de basquete americano, "Magic" Johnson anunciou que era portador do HIV. Morre Freddie Mercury, cantor do grupo de rock Queen. O terceiro antirretroviral DDC foi autorizado pelo FDA para pacientes intolerantes ao AZT. Contudo, nesta época, ficou claro que o AZT e as outras drogas estavam limitadas ao tratamento da AIDS, pois o HIV desenvolvia resistência aos medicamentos que diminuíam sua eficácia. Ao final de 1991, chega a 200 mil o número de casos nos EUA com 133 mil mortes. O tema do Dia Mundial da AIDS é "Compartilhando um desafio".

1992 – A estrela do tênis Arthur Ashe anunciou que estava infectado pelo HIV em função de uma transfusão de sangue em 1983. O FDA aprova o uso do DDC em combinação com o AZT para pacientes adultos com infecção avançada. Esta foi a primeira combinação terapêutica de drogas para o tratamento da AIDS a apresentar

sucesso. O tema do Dia Mundial da AIDS é "Vamos juntos contra a AIDS de mãos dadas com a vida".

1993 – mais de 3,7 milhões de novas infecções ocorreram mundialmente. Mais de 10 mil por dia. Durante este ano, mais de 350 mil crianças nasceram infectadas. O bailarino russo Rudolf Nureyev morre de AIDS em janeiro. Em fevereiro, menos de um ano após ter anunciado a sua infecção, morre Arthur Ashe. "Previna-se da vida, não das pessoas" é o tema do Dia Mundial da AIDS.

1994 – passou a ser estudado um novo grupo de drogas para o tratamento da infecção, os inibidores da protease. Estas drogas demonstraram potente efeito antiviral isoladamente ou em associação com drogas do grupo do AZT (daí a denominação "coquetel"). Houve diminuição da mortalidade imediata, melhora dos indicadores da imunidade e recuperação de infecções oportunistas. Ocorreu um estado de euforia, chegando-se a falar na cura da AIDS. Entretanto, logo se percebeu que o tratamento combinado (coquetel) não eliminava o vírus do organismo dos pacientes. Some-se a isso também aos custos elevados do tratamento, o grande número de comprimidos tomados por dia e os efeitos colaterais dessas drogas. Por outro lado, um estudo comprovou que o uso do AZT reduzia em 2/3 o risco de transmissão de HIV de mães infectadas para os seus bebês. A despeito desses inconvenientes, o coquetel reduziu de forma significativa a mortalidade de pacientes com AIDS. O ator Tom Hanks ganha um Oscar por sua atuação no filme Philadelphia, onde interpreta um gay com AIDS. A AIDS se torna a principal causa de morte entre americanos com idade entre 25 e 44 anos. Desde o início da infecção, 400 mil pessoas nos Estados Unidos haviam desenvolvido a AIDS com 250 mil mortes. É criado o UNAIDS, integrado por cinco agências de cooperação de membros da ONU com o objetivo de defender e garantir uma ação global para a prevenção do HIV/aids. (Unicef; Unesco; UNFPA; OMS; e UNDP), além do Banco Mundial. Betinho é indicado pelo presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso, para o Prêmio Nobel da Paz, por sua atividade no combate à fome. Estava pesando 45 kg. O tema do Dia Mundial da AIDS é "AIDS e família".

1995 – O FDA aprovou o uso do Saquinavir, a primeira droga de um novo grupo, antirretroviral, de inibidores de Protease. "Compartilhemos direitos e responsabilidades", é o tema do Dia Mundial da AIDS. Mais de 80 mil casos de aids já tinham sido registrados no Brasil pela Coordenação Nacional de DST e Aids da Secretaria de Projetos Especiais de Saúde do Ministério da Saúde. Nasce o Plano de Cooperação Técnica Horizontal entre países da América Latina e Caribe.

1996 – Magic Johnson retorna ao basquete profissional. Durante este ano, um crescente número de drogas foi aprovado pelo FDA nos EUA, para administração em combinação com outras drogas. Acontece a Conferência Internacional em Vancouver, onde se anunciou a combinação de três drogas com efeitos mais efetivos que a terapia dual. Surgiu a dúvida a respeito de quanto tempo estes efeitos poderiam ser mantidos, considerando-se as dificuldades e peculiaridades do tratamento. No final deste ano, a UNAIDS reportou que o número de novos infectados havia declinado em vários países em que práticas de sexo seguro haviam sido disseminadas (Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, e países do norte da Europa). O tema do Dia Mundial da AIDS neste ano é "Unidos na esperança". Acontece em dezembro, no Brasil, o 1º Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e AIDS, em Salvador, BA.

1997 – A UNAIDS reportou que os números mundiais de AIDS estavam piores do que o esperado: sugerindo que havia 30 milhões de pessoas vivendo com HIV/AIDS e 16 mil novas infecções por dia. Em 09 de agosto, morre o Betinho, 11 anos depois de confirmar sua condição de portador, com 61 anos, vítima de Hepatite C, em casa, ao lado da mulher e dos filhos. O Brasil comove-se. A USAID/Brasil propõe estratégia de cinco anos para a prevenção do HIV/AIDS.

1998 - No dia Mundial da AIDS, a temática é a mesma do ano anterior: "Num mundo com AIDS, as crianças e os jovens são responsabilidades de todos nós". Na América Latina e Caribe, estima-se que aproximadamente 65.000 indivíduos entre 15 e 24 anos de idade adquiriram o HIV (UNAIDS, 1999).

1999 – O Dia Mundial da AIDS, celebrado em primeiro de dezembro, leva por tema "Você pode fazer um mundo melhor. Escute, aprenda e viva com a realidade da AIDS. Até este ano, 155.590 casos de AIDS foram registrados no Brasil, dos quais 43,23% na faixa etária entre 25 e 34 anos".

2000 – Acontece, de 06 a 11 de novembro, no Rio de Janeiro o Fórum 2000 – 1º Fórum e 2ª Conferência de Cooperação Técnica Horizontal da América Latina e do Caribe em HIV/AIDS e DST. Em Durban, na África do Sul, ocorre a 13ª Conferência Internacional sobre Aids, que denuncia a mortandade no continente africano, onde 17 milhões de pessoas morreram decorrente das doenças, dentre as quais, 3,7 milhões de crianças.  Durante a Conferência ainda é revelado que 8,8% dos adultos africanos estão infectados pelos HIV. O então presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, chocou o mundo ao sugerir que o HIV não causa a Aids.  Cinco grandes companhias farmacêuticas concordam em diminuir o preço dos medicamentos utilizados no tratamento da Aids nos países em desenvolvimento, o que ocorreu devido a um acordo promovido pelas Nações Unidas.  No Brasil, os casos da doença começam a aumentar entre as mulheres, alcançando o índice de uma mulher para cada dois homens infectados.

2001 – No Brasil, é implantado a Rede Nacional de Laboratórios para Genotipagem. Organizações médicas e ativistas denunciam o alto preço dos medicamentos nos países em desenvolvimento. Algumas patentes começam a ser quebradas pelo governo brasileiro, o que leva à negociação com a indústria farmacêutica internacional e redução dos preços dos medicamentos vendidos no país. O HIV Vaccine Trials Network (HVTN) planeja a realização de testes com vacinas em vários países, incluindo o Brasil. De 1980 a 2011, o total de casos no Brasil chega a 220.000.

2002 – Visando captar e distribuir recursos, utilizados por países em desenvolvimento para controlar as três doenças infecciosas que mais matam no mundo, é criado o Fundo Global para o Combate a Aids, Tuberculose e Malária. Um relatório realizado pelo Unaids, afirma que a doença mais matar 70 milhões de pessoas nas duas décadas seguintes, atingindo com mais intensidade a África. Em Barcelona, ocorre a 14ª Conferência Internacional sobre Aids. O número de casos de Aids notificados no Brasil, desde 1980, é de 258.000.

2003 – Ocorre, em Havana, Cuba, o II Fórum em HIV/Aids e DST da América Latina. O Programa Nacional de DST/Aids recebe US$ 1 milhão da Fundação Bill & Melinda Gates como reconhecimento às ações de prevenção e assistência no país. Os recursos foram repassados para ONGs que trabalham com portadores de HIV/Aids. O Programa é considerado por diversas agências de cooperação internacional como referência mundial. Os registros de Aids no Brasil são 310.310.

2004 – Duas importantes lideranças transexuais, a advogada e militante Janaína Dutra e a ativista Marcela Prado, que colaboraram com o Programa Nacional de DST e Aids, morrem. Foi lançado o algoritmo brasileiro para testes de genotipagem. Em Recife, ocorre três congressos simultâneos: o V Congresso Brasileiro de Prevenção em DST/Aids, o V Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids e o I Congresso Brasileiro de Aids. O número de casos da doença chega a 362.364.

2005 – Makgatho Mandela, filho de Nelson Mandela, morre em consequência da aids, aos 54 anos. O tema do Dia Mundial de Luta Contra a Aids no Brasil aborda o racismo como fator de vulnerabilidade para a população negra. Os casos no Brasil chegam a 371.827.

2006 – É promulgado que todo terceiro sábado de outubro será o Dia Nacional de Combate à Sífilis. Em Toronto, Canadá, ocorre a 16ª Conferência Mundial sobre Aids, que recebe mais de 20 mil pessoas.  A campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids foi protagonizado por pessoas vivendo com Aids. À noite, em uma ação inédita, a inscrição da RNP+ “Eu me escondia para morrer, hoje me mostro para viver” foi projetada em raio laser nas duas torres do Congresso Nacional, que ficou às escuras, como forma de lembrar os mortos pela doença. No país, o preço do antirretroviral Tenofovir foi reduzido em 50%. Registros de Aids no Brasil ultrapassam 433.000.

2007 – O Programa Nacional de DST/AIDS institui o Banco de Dados de violações dos direitos das pessoas portadoras do HIV. No mês de janeiro, a Tailândia decide produzir uma cópia do antirretroviral Kaletra, e em maio o Brasil decreta o licenciamento compulsório do Efavirenz. Acordo reduz o preço do antirretroviral Lopinavir/Ritonavir. A UNITAID reduz preços de medicamentos antirretrovirais em até 50%. A sobrevida das pessoas com Aids aumenta no Brasil, onde o número de casos de infecção pelo HIV chega a 474.273. A Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids tem como tema os jovens e é lançada no Cristo Redentor. Os ministérios da Saúde e Educação e as Nações Unidas premiam máquinas de preservativos.

2008 – É inaugurada a primeira fábrica estatal de preservativos do Brasil e a primeira do mundo a utilizar o látex de seringal nativo no Acre. É concluído o processo de nacionalização de um teste que permite detectar a presença do HIV em apenas 15 minutos. Fiocruz pode fabricar o teste, ao custo de US$ 2,60 cada. Governo gastava US$ 5 por teste. O país investe US$ 10 milhões na instalação de uma fábrica de medicamentos antirretrovirais em Moçambique. É realizado o VII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, em Florianópolis, Santa Catarina. O Prêmio Nobel de Medicina é entregue aos franceses Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier pela descoberta do HIV, causador da aids. O alemão Harald zur Hausen também recebe o prêmio pela descoberta do HPV, vírus causador do câncer do colo de útero.

2009 – O Ministério da Saúde bate recorde de distribuição de preservativos, chegando a 465,2 milhões. O Programa Nacional de DST e Aids torna-se departamento da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e o Programa Nacional para a Prevenção e Controle das Hepatites Virais é integrado a ele. Desde 1980, já são 544.846 casos de Aids no país.

2010 – É realizada, em Viena, Áustria, a XVIII Conferência Internacional de Aids. Dirceu Greco assume diretoria do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Parceira entre governos do Brasil e África do Sul distribui 30 mil camisinhas e folders sobre prevenção da Aids e outras DST durante a Copa do Mundo de Futebol. É lançada a Pesquisa sobre Comportamento, Atitudes e Práticas Relacionadas às DST e Aids da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade (PCAP 2008). Mais de duas mil agências dos Correios promovem campanha inédita contra a Aids. É lançada a campanha de carnaval de combate à Aids em dois momentos: antes e durante – estimulando o uso do preservativo; e depois – incentivando a realização dos testes. É aprovado o relatório brasileiro de “Metas e compromissos assumidos pelos estados-membros na Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas em HIV/Aids (UNGASS)”, versão 2008-2009. O governo economiza R$ 118 milhões na compra de antirretrovirais. Travestis preparam material educativo sobre identidade e respeito e lançam campanha de combate ao preconceito no serviço de saúde e na sociedade. É realizado, em Brasília, o VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, I Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais, IV Mostra Nacional da Saúde e Prevenção nas Escolas e da I Mostra Nacional do Programa Saúde na Escola (SPE). O número de casos identificados no Brasil chega a 592.914.

2011 – As Casas de Apoio de atendimento a adultos com HIV/Aids passam a contar com incentivo financeiro do governo federal destinado ao custeio das ações desenvolvidas com crianças e adolescentes. Representantes do Programa Nacional de DST e Aids da Bolívia conhecem estratégia de comunicação e prevenção do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais brasileiro. Com a finalidade de avaliar avanços e obstáculos na resposta à epidemia de Aids, ocorre em Nova Iorque, nos Estados Unidos, a Reunião de Alto Nível sobre Aids. O governo brasileiro doa US$ 2 de cada passagem internacional para medicamentos de Aids. A Campanha Mundial Cabeleireiros contra Aids celebra 10 anos com ação solidária. A Frente Parlamentar Nacional em HIV/Aids e outras DST é relançada no Congresso Nacional com a participação de 192 deputados e senadores. O Brasil anuncia a produção nacional de dois novos medicamentos para Aids - atazanavir e raltegravir -  por meio de Parcerias Público-Privadas e versão genérica do tenofovir, indicado para o tratamento de Aids e hepatites. Brasil e França celebram dez anos em cooperação científica nas áreas de DST, Aids e hepatites virais. O Ministério da Saúde distribui medicamento atazanavir em todo o Brasil.

2012 – A campanha de conscientização do carnaval tem como foco principal os jovens homossexuais de 15 a 24 anos, porque, de 1998 a 2010, o percentual de casos na população homossexual de 15 a 24 anos subiu 10,1%, conforme boletim epidemiológico de 2011. Após o carnaval, é lançada campanha para promoção do diagnóstico e a conscientização da necessidade da realização do teste. Em maio é lançada a campanha Dia das Mães - Unaids "Acredite. Faça a sua parte", no intuito de conscientizar sobre a contaminação de crianças pelo HIV. Em julho, ocorre em Washington, Estados Unidos, o XIX Conferência Internacional sobre Aids. Em agosto ocorrem, simultaneamente, o IX Congresso Brasileiro de Prevenção de DST e Aids, o II Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais, o VI Fórum Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST e o V Fórum Comunitário Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST em São Paulo, Brasil. Em novembro ocorre o XVI Encontro Nacional de Pessoas Vivendo com Aids, o Vivendo, promovido pelos Grupos Pela Vidda de Rio de Janeiro e Niterói. Ainda nesse mês, ocorre em Vitória da Conquista, Bahia, o III Encontro de Travestis e Transexuais da Bahia. Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids tem como tema "Não fique na dúvida, fique sabendo", e mostra cenas reais da vida dos participantes e reforça que o diagnóstico precoce do HIV é essencial para o controle da doença.

Referências Bibliográficas

- Secretaria Municipal de Saúde e Higiene de São José do Rio Preto, SP

- Ministério da Saúde – Coordenação de DST/AIDS

- SHILTS, Randy. O prazer com risco de vida. Record. Rio de Janeiro, 1987.

- SODELLI, Marcelo. Escola e AIDS: Um olhar para o sentido do trabalho do professor na prevenção à AIDS. Tese de Mestrado PUC/SP, 1999.

- Instituto de Infectologia Emílio Ribas

Copyright © 2012 Bibliomed, Inc.                       29 de novembro de 2012



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