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Consumo Exagerado de Álcool Aumenta Risco de Doença Cardíaca

Por Suzanne Rostler

NOVA YORK (Reuters Health) - Diversos estudos sugerem que a ingestão moderada de álcool pode fazer bem à saúde. Pessoas que aumentam sua dose diária, no entanto, podem estar se expondo a um risco maior de doenças cardíacas, sugerem novas descobertas.

O estudo com mais de 18.000 homens descobriu que aqueles que aumentaram sua ingestão de álcool de um drinque por dia ou mais apresentaram um risco 63 por cento maior de doenças cardíacas, comparados a homens, cujo consumo permaneceu estável.

"Nosso estudo sugere que homens consumindo atualmente um drinque por dia não terão reduções maiores no risco (de doenças cardíacas) com acréscimos adicionais no consumo de álcool", afirmou Howard D. Sesso, do Hospital Brigham and Women e da Escola Médica Harvard, em Boston, Massachusetts, à Reuters Health.

"Em relação a isso, a mensagem 'para beber mais' só é relevante a pessoas que não bebem", acrescentou Sesso.

De acordo com o estudo publicado na edição de 25 de setembro de Archives of Internal Medicine, os pesquisadores analisaram o consumo diário de álcool de homens sem histórico de doenças cardíacas ou câncer. Após sete anos, eles registraram o número de enfarte, derrames e mortes devido a doenças cardíacas.

O estudo indica que homens que consumiram somente um drinque ou menos por semana no início do estudo, mas aumentaram seu consumo para dois a seis drinques por semana durante o período, apresentaram um risco levemente menor de desenvolver doença cardíaca, comparados a homens cuja ingestão não se alterou.

Os pesquisadores destacam que, embora a diferença não tenha sido estatisticamente significante, a descoberta faz sentido.

Cientistas têm demonstrado que o álcool aumenta o HDL -- o "bom" colesterol -- e reduz o risco de coagulação, diminuindo, portanto, o risco de uma pessoa desenvolver doenças cardíacas. "O consumo de álcool não precisa ser pesado para ser benéfico", explicou Sesso. Ele sugeriu que um nível adequado para reduzir o risco de doenças cardíacas "pode vir de poucos drinques por semana até um ou dois drinques por dia".

"Desse modo, há um incentivo para pessoas que não bebem para passar a níveis leves a moderados e para pessoas que bebem muito para reduzir o consumo, particularmente devido aos riscos do consumo pesado de álcool", acrescentou Sesso.

Sinopse preparada por Reuters Health

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