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Paciente com HIV Demora Para Buscar Tratamento, Mostra Estudo

Por Charnicia E. Huggins

NOVA YORK (Reuters Health) - Muitas pessoas não procuram tratamento imediato após serem diagnosticadas com HIV, de acordo com resultados de um estudo norte-americano. Na verdade, algumas pessoas que obtêm resultado positivo podem adiar o tratamento por muitos meses.

Para determinar os fatores associados ao atraso no tratamento de HIV, Barbara J. Turner, da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, e sua equipe entrevistaram 3.500 pessoas infectadas com HIV que receberam o diagnóstico em fevereiro de 1993 (grupo A) ou fevereiro de 1995 (grupo B).

O grupo A procurou cuidado médico dentro de três anos de diagnóstico, enquanto o grupo B buscou terapia em um ano de diagnóstico.

"No caso de nosso estudo, pessoas que adiaram o tratamento correspondiam a cerca de um terço de nossa população nos primeiros anos de nosso estudo e o tempo médio entre o diagnóstico de HIV e o primeiro tratamento médico para HIV era de um ano", disse Turner à Reuters Health.

"É tempo suficiente para o HIV provocar danos substanciais no sistema imunológico e para pessoas terem graves complicações da doença", alertou a pesquisadora.

De acordo com o estudo publicado na edição de 25 de setembro do Archives of Internal Medicine, quase 30 por cento das pessoas do grupo A demoraram mais de três meses após o diagnóstico para procurar tratamento para HIV e 21 por cento esperaram mais de seis meses.

Em relação ao grupo B, somente 17 por cento das pessoas adiaram o tratamento por mais de três meses e menos de 10 por cento demoraram mais de seis meses para procurar uma terapia.

O estudo indica que os fatores mais associados a um atraso maior de três meses no tratamento foram "grupo racial ou étnico, ano de diagnóstico e estar doente na época do diagnóstico".

Nos grupos A e B, os latinos tendiam significativamente mais do que os brancos a adiar o tratamento. Embora menos do que os latinos, os afro-americanos também apresentaram uma tendência a adiar a terapia mais do que os brancos.

De acordo com Turner, o ponto mais importante do estudo é que "pessoas infectadas com o HIV que tinham uma fonte usual de tratamento ou que estavam registradas no Medicaid -- (programa de saúde federal norte-americano destinado a pessoas de baixa renda) -- na época do diagnóstico positivo para HIV estavam significativamente menos propensas a adiar por longos períodos para receber o primeiro tratamento médico para o HIV".

Turner acrescentou que pacientes do Medicaid estavam 50 por cento menos propensos a atrasar o acesso ao cuidado médico do que pessoas com seguros de saúde privados.

A pesquisadora destacou que essa descoberta causou surpresa, pois, normalmente, supõe-se que pessoas com seguro privado têm um melhor acesso à saúde.

"No entanto, pessoas com seguro privado também correm risco de perder sua cobertura de saúde se elas forem diagnosticadas com uma doença crônica grave", acrescentou Turner.

"Os consumidores precisam se ligar a uma fonte usual de cuidado médico, de modo que, quando a doença se desenvolver, elas possam receber cuidado prontamente", aconselhou a pesquisadora.

Ela destacou que "os consumidores também precisam entender que o diagnóstico de uma doença grave exige cuidado e que elas não devem adiar o cuidado porque temem a perda da cobertura de saúde".

"Todos nós devemos trabalhar para superar estas barreiras para que pessoas com doenças graves possam permanecer como asseguradas", concluiu Turner.

Sinopse preparada por Reuters Health

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