Doenças mentais não estão relacionadas a abortos

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Maternidade Saúde da mulher

Em 2009 foi divulgado um estudo que estabelecia uma conexão entre abortos e o desenvolvimento de doenças mentais. Mas de acordo com um novo relatório, essa relação não pode ser comprovada.

No estudo original, a pesquisadora Pricilla Coleman comparou a saúde mental de 399 mulheres que tinham feito um aborto em algum momento de suas vidas, com a de 2.650 mulheres que não tinham feito o procedimento. De acordo com os resultados publicados por ela, as mulheres que tinham escolhido realizar o aborto tinham taxas mais altas de ansiedade, depressão e abuso de substâncias.

Porém, em 2010 uma análise feita pelo Instituto Guttmacher não conseguiu replicar esses resultados. Além disso, os cientistas viram também que Coleman usou os dados de doença mental dessas mulheres durante todas as suas vidas, não especificando se a doença surgiu após o aborto ou não. Assim, os pesquisadores do Instituto Guttmacher afirmam que a relação não pode ser estabelecida e que pesquisadores abordando o mesmo tema devem ser cuidadosos com suas estratégias.

A pesquisa de Coleman foi publicada no periódico Journal od Psychiatric Research.

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