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Artigos de saúde

Intoxicação Alimentar

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo:

- Quais são os sintomas da Intoxicação Alimentar?
- Quais são as causas?
- O que fazer na suspeita de Intoxicação Alimentar?
- Como evitar a Intoxicação Alimentar?

Muitos casos suspeitos de Alergia Alimentar são, na verdade, Intoxicações Alimentares. A intoxicação alimentar pode produzir desde sintomas leves, que resolvem espontaneamente em algumas horas, até distúrbios graves e potencialmente fatais, como Hepatite A e Botulismo.

Calcula-se que, a cada ano, milhões de pessoas sejam acometidas por intoxicações alimentares, resultando em milhares de internações e centenas de mortes causadas pela doença.

Quais são os sintomas da Intoxicação Alimentar?

Na maior parte dos casos, os sintomas (vômitos, diarréia, cólicas abdominais, desânimo e desidratação, em alguns casos) surgem 6 a 48 horas após ingestão do alimento contaminado.

Quais são as causas?

Bactérias são a principal causa. Estes microorganismos habitam praticamente todos os locais e multiplicam-se com extrema rapidez. O Estafilococo é um dos campeões: está presente nas mãos da maioria das pessoas e pode contaminar vários tipos de alimentos, especialmente laticínios.

Salmonelas são outra causa comum de intoxicação alimentar, contaminando carnes, ovos e saladas – a salmonelose raramente é fatal, mas causa um quadro intenso de vômitos e diarréia.

O Botulismo, causado por uma bactéria da mesma família daquela causadora do Tétano, é uma das formas mais graves de intoxicação alimentar, podendo ser fatal. As bactérias causadoras do Botulismo podem ser encontradas em carnes mal-cozidas e vegetais ou frutas que tiveram contato intenso com o solo, como cenouras, batatas e morangos.

Além das bactérias, as intoxicações alimentares podem ser causadas por certas toxinas, protozoários (p.ex.: ameba) ou vírus nos alimentos (p.ex.: peixes crus podem ser fonte de hepatite A). Corantes, agrotóxicos e conservantes podem causar vômitos, diarréia e dor abdominal por ação direta ou através de reações de hipersensibilidade.

O que fazer na suspeita de Intoxicação Alimentar?

Caso você suspeite estar sofrendo de uma intoxicação alimentar, primeiramente, diminua o ritmo de suas atividades diárias, faça uso de alimentos mais leves e aumente a ingestão de líquidos (água de coco e soro caseiro são excelentes, mas não repõem todas as suas necessidades de sais minerais, especialmente na presença de diarréia e/ou vômitos intensos).

Se possível, faça uso de soluções de reidratação oral vendidas em frascos já preparados. Casos mais complicados, com urticária, febre, fortes dores musculares, vômitos que não cessam ou diarréia com muco, pus ou sangue, precisam de avaliação médica.

TODA criança com sintomas de intoxicação alimentar DEVE ser avaliada pelo(a) pediatra o quanto antes.

Como evitar a Intoxicação Alimentar?

Evitar a intoxicação alimentar não é muito difícil. Em geral, a contaminação dos alimentos ocorre por falhas de armazenagem, manipulação e/ou preparação.

Regras simples de higiene são úteis para evitar problemas, tais como:

• Lave sempre suas mãos com água e sabão antes e depois de manipular alimentos.
• Não exagere nos alimentos industrializados, como biscoitos, enlatados e conservas. Prefira frutas e vegetais frescos.
• Jogue fora qualquer alimento com data de validade vencida.
• Limpe bem as frutas, as verduras e os legumes antes do consumo.
• Cozinhe os alimentos em temperatura alta e coma sua refeição logo após o preparo. Guarde-a então na geladeira em condicionadores adequados, evitando deixá-la "descansado" por algum tempo à temperatura ambiente.
• Não re-aproveite sobras na geladeira que estejam com aspecto ou odor suspeito – isto serve para todos os alimentos exceto para o queijo. O fungo que cresce no queijo pode ser removido com segurança, permitindo o consumo.
• As carnes devem ser descongeladas no refrigerador ou microondas, nunca sobre a pia da cozinha.
• Ovos crus ou mal-cozidos são fontes de Salmonela. Carnes mal-passadas podem estar contaminadas com estafilococos e toxinas de Escherichia coli, entre outros.
• Use tigelas diferentes para carnes e vegetais.
• Limpe escorredores de pratos regularmente com detergente.
• "Tábuas de cortar carne" feitas de plástico podem ser colocadas na máquina lava-louças. Aquelas feitas de madeira podem ser esterilizadas no microondas em alta temperatura por 3 ou 4 minutos ou com água fervente.
• Esponjas e toalhas podem ser fontes importantes de bactérias. Esterilize-as regularmente com água fervente. Substitua esponjas e toalhas velhas.
• Certifique-se de que os bares, restaurantes e supermercados que você freqüenta seguem as normas da Vigilância Sanitária.

Copyright © 2009 Bibliomed, Inc.                                                                 20 de agosto de 2009



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