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Artigos de saúde

Depressão em mulheres – características

® Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo

- O que toda mulher deve saber sobre a depressão?
- Quais os tipos de depressão?
- Quais as dimensões da depressão em mulheres?

O que toda mulher deve saber sobre a depressão?

A vida é cheia de altos e baixos, porém quando os "baixos" duram muito tempo ou interferem com a capacidade da pessoa lidar com as questões importantes da vida, essa pessoa está sofrendo de um problema psicológico extremamente comum, mas com potencial de gravidade – a depressão.

A depressão clínica é um mal que afeta o seu bem-estar, resultando em fadiga crônica, problemas de sono e alterações no apetite. Compromete seu humor, seus sentimentos de tristeza, podendo levar a sensação de vazio, desesperança, desamparo e disforia. Além disso, a depressão costuma afetar a capacidade de concentração e de tomada de decisões. O comportamento, frequentemente, está alterado, e a pessoa fica irritável e apresenta acessos de raiva facilmente, evita ambientes e situações de contato com outras pessoas. O paciente perde o prazer na realização de atividades que antes gostava de fazer.

Os estudos indicam que aproximadamente 17 milhões de pessoas, somente nos EUA, sofrem de depressão a cada ano, e quase dois terços desses pacientes não conseguem ajuda adequada. O tratamento correto consegue aliviar os sintomas em mais de 80% dos casos. Porém, como a depressão frequentemente não é diagnosticada, os pacientes continuam sofrendo dessa doença.

As mulheres apresentam um risco duas vezes maior de desenvolver depressão do que os homens, e os pesquisadores continuam procurando descobrir como esse problema afeta as mulheres. Ao mesmo tempo, é importante que as mulheres fiquem atentas aos conhecimentos atuais sobre a depressão, para que busquem ajuda o mais precocemente possível, após a detecção de sintomas sugestivos de depressão.

Quais os tipos de depressão?

Existem três tipos principais de depressão: transtorno depressivo maior; distimia; e depressão bipolar. Além desses tipos básicos, muitos pacientes desenvolvem um tipo denominado "depressão reativa", a qual costuma ser mais leve, embora necessite de tratamento psicoterápico adequado. A depressão reativa ocorre quando a pessoa desenvolve muitos dos sintomas de depressão, em resposta ao estresse de um evento traumático importante, porém esses sintomas não são graves o suficiente para caracterizar o distúrbio como depressão maior. Se esses sintomas leves ocorrem sem um evento claramente identificável, e os sintomas não duram o tempo suficiente para classificar o quadro como de distimia, o distúrbio é chamado de "depressão inespecífica".

Outros tipos de depressão podem ser causados pelos efeitos psicológicos de doenças orgânicas ou do uso de substâncias (drogas).

- Transtorno depressivo maior: os pacientes apresentam os sintomas clássicos de depressão, durando pelo menos duas semanas, com comprometimento das atividades normais da vida da pessoa. Os episódios depressivos podem ocorrer uma ou várias vezes ao longo da vida.

- Distimia: nesse distúrbio, os sintomas são os mesmos que na depressão maior, porém são mais leves e duram pelo menos dois anos. Os pacientes com distimia podem desenvolver episódios de depressão maior.

- Depressão bipolar: esse distúrbio é menos comum. Os pacientes desenvolvem períodos de depressão, intercalados com períodos sem sintomas e períodos de mania, que são caracterizados por euforia, excitação e impulsividade.

Quais as dimensões da depressão em mulheres?

1) Adolescência

Os estudos mostram que a maior incidência de depressão em mulheres começa na adolescência, quando os papéis na sociedade e as expectativas sofrem uma reviravolta. Os fatores de estresse, nessa faixa etária, incluem a formação de uma identidade, o despertar da sexualidade, a separação da adolescente com os pais, necessidade de tomada de decisões pela primeira vez na vida e alterações hormonais, físicas e intelectuais. Esses fatores costumam ser diferentes, entre meninos e meninas, podendo estar associados ao maior risco de depressão entre as mulheres. Foi sugerido que homens e mulheres expressam de maneira diferente seus problemas emocionais. Durante essa fase da vida, os meninos apresentam maior risco de problemas relacionados ao abuso de substâncias e a distúrbios de comportamento, enquanto as meninas têm maior risco de depressão.

2) Idade Adulta

O estresse contribui para o desenvolvimento da depressão, em diversas pessoas. A maior incidência de depressão entre as mulheres pode não ser devida a uma maior vulnerabilidade, mas aos fatores estressantes especificamente vividos pelas mesmas. Eles incluem as responsabilidades em casa e no trabalho, a necessidade de criar os filhos sozinha e os cuidados dispensados às crianças e aos parentes mais velhos. As expectativas sociais também são questões importantes. Discussões a respeito do papel da mulher, como a questão sobre se a mulher deve escolher entre casa e trabalho, são cruciais na avaliação do desenvolvimento de depressão.

3) Vida Reprodutiva

A vida reprodutiva da mulher inclui diversos eventos: ciclos menstruais, gravidez, período pós-parto, infertilidade, menopausa. Às vezes, também questões relacionadas à decisão de não ter filhos. Geralmente, esses fatores relacionam-se a flutuações no humor da mulher, porém algumas delas desenvolvem depressão. Sabe-se que os hormônios exercem efeitos na bioquímica do cérebro, podendo ocasionar alterações emocionais e de humor. No entanto, os mecanismos exatos dessa associação ainda não foram esclarecidos.

Muitas mulheres apresentam alterações físicas e comportamentais, relacionadas às fases do ciclo menstrual, sendo que em algumas essas mudanças são graves e ocorrem frequentemente, causando sentimentos depressivos, irritabilidade. Esse fenômeno é denominado "síndrome pré-menstrual", e sua relação com a depressão ainda não foi determinada.

A depressão pós-parto pode variar desde uma sensação de tristeza após o parto, até quadros depressivos graves e incapacitantes. Parece que as mulheres que desenvolvem esse tipo de depressão geralmente já apresentaram episódios de depressão em outra época da vida. Na maioria dos casos, no entanto, a depressão pós-parto é transitória e sem grandes problemas.

A gestação, quando desejada, raramente contribui para o desenvolvimento de depressão, e a ocorrência de aborto não parece aumentar a chance de depressão. Já as mulheres que sofrem de problemas para engravidar estão sujeitas a grande estresse e ansiedade, embora ainda não se saiba se isso aumenta o risco de depressão. A maternidade precoce (adolescência) é um fator que contribui para o desenvolvimento de depressão, devido ao grande estresse que gera.

4) Personalidade

Características individuais parecem aumentar o risco de depressão, como: pessimismo, baixa auto-estima, sensação de ter pouco controle sobre os acontecimentos da vida, propensão à preocupação extrema. Esses fatores aumentariam o efeito do estresse na vida da pessoa, bem como a forma como elas lidam com os problemas. Alguns autores acreditam que a forma como as meninas são criadas favorecem o desenvolvimento dessas características, podendo explicar em parte o maior risco das mulheres em apresentar depressão.

Alguns especialistas acreditam que as mulheres não seriam mais vulneráveis ao desenvolvimento de depressão, mas expressariam seus sintomas de maneira diferente. As mulheres, mais frequentemente, assumem sintomas de depressão, preocupam-se com seus sentimentos e procuram ajuda. Os homens são condicionados a negar tais sintomas, além de terem maior tendência a agir quando se vêem frente a uma situação estressante.

5) Agressão

As pesquisas mostram que as mulheres que foram molestadas, na infância, apresentam risco aumentado de desenvolver depressão em algum momento de suas vidas. Além disso, a depressão também ocorre comumente em mulheres vítimas de estupro, na idade adulta. Outras formas de abuso também se associam a aumento do risco de depressão: assédio sexual no trabalho, agressão física. O abuso leva à depressão, pois favorece a baixa auto-estima, a sensação de desamparo, os sentimentos de culpa e o isolamento social.

Copyright © 2008 Bibliomed, Inc.                                        29 de janeiro de 2008



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