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Artigos de saúde

O combate à Tuberculose

Neste artigo:

- Introdução
- Os números da Tuberculose
- A doença
- Diagnóstico
- AIDS e tuberculose
- Tratamento
- Prevenção
 

A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais antigas de que se tem notícia e, apesar dos grandes avanços da medicina, ainda é uma grande preocupação. Os números são alarmantes, mas a tuberculose tem cura se for seguido o tratamento corretamente. Com o objetivo de informar a população, o Ministério da Saúde lançou no último mês uma campanha nacional sobre a tuberculose.

Introdução

A tuberculose tem sido identificada em esqueletos de mais de 6000 anos e, apesar dos grandes avanços da medicina nas últimas décadas, a tuberculose ainda é a doença infecciosa mais prevalente no mundo. No mês de setembro deste ano o Ministério da Saúde iniciou uma campanha contra a tuberculose, intitulada "Tuberculose tem remédio" com o objetivo de levar à população informações sobre a doença, como sintomas e tratamento. A meta da campanha publicitária é aumentar a detecção de casos, elevar o percentual de cura e reduzir o abandono do tratamento. Outras ações previstas são a qualificação das equipes que atendem os doentes e o reforço das atividades de diagnóstico.

Os números da Tuberculose

O microorganismo da tuberculose é estimado infectar 1.6 bilhões de pessoas em todo o mundo ou aproximadamente um terço da população do mundo e cerca de 15 milhões tem a doença clínica em algum momento da vida. A tuberculose mata aproximadamente 2-3 milhões de pessoas a cada ano, o que é maior que qualquer outra doença infecciosa bacteriana sozinha.

O Brasil integra o grupo dos 22 países que concentram 80% dos casos de tuberculose registrados no mundo. Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, cerca de 6 mil pessoas morrem todos os anos no País em decorrência da tuberculose. Nos últimos anos, a média de detecção foi de 85 mil novos casos. Calcula-se que um novo doente infecta, em média, dez indivíduos antes de ser tratado.

Atualmente, o Brasil apresenta 73% de índice de cura dos casos tratados e cerca de 12% de abandono do tratamento. A meta do governo é curar 50,5 mil tuberculosos até 2005.

O Programa Nacional de Controle da Tuberculose conta, hoje, com o maior investimento dos últimos dez anos. Até 2007, serão aplicados R$ 119,5 milhões.

A doença

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um microorganismo chamado Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch. Pode afetar diferentes órgãos, mas o comprometimento pulmonar é o mais freqüente.

A transmissão da tuberculose é quase que exclusivamente por vias aéreas. Através da tosse de uma pessoa com tuberculose pulmonar são eliminadas gotículas contendo o microorganismo e podem infectar uma pessoa em contato íntimo e prolongado. A ocorrência ou não da infecção dependerá também do estado imunológico da pessoa. A infecção poderá permanecer latente sem produzir sintomas ou desenvolver a doença. Cerca de 10% das infecções latentes se tornam ativas em algum momento da vida.

A maioria dos casos de tuberculose é causada pela reativação da infecção adquirida anos atrás, mais freqüentemente na infância, e é mais comum em adultos e jovens. O estímulo para a reativação pode ser a supressão do sistema de defesa do organismo, como ocorre na AIDS, ou outros fatores como a desnutrição e deficiência de vitamina D. Outras condições associadas com a reativação da tuberculose são doença renal grave, diabetes mellitus, silicose, cirurgia de estômago e transplantes.

As pessoas com tuberculose pulmonar apresentam tosse com quantidades variáveis de escarro, que podem ou não conter sangue, por três semanas ou mais. Podem apresentar também dor no peito e falta de ar, febre, sudorese noturna, perda de apetite e perda de peso. A doença primária não tratada irá progressivamente envolver todo o pulmão e também se disseminar. Os sintomas presentes nesse estágio podem ser graves, com tosse e escarro contínuos, falta de ar acentuada, febre alta, sudorese intensa, fraqueza e grande perda de peso.

Diagnóstico

Todas as pessoas que apresentam tosse com escarro por mais de três semanas, acompanhada ou não dos outros sintomas da doença devem ser investigadas para a infecção da tuberculose. Alterações nos raios-X de tórax também podem ser vistas na tuberculose pulmonar. O diagnóstico definitivo de tuberculose, entretanto, requer a identificação do microorganismo nas secreções ou tecidos do paciente, como o exame do escarro. O tratamento é frequentemente iniciado antes do diagnóstico definitivo, entretanto a identificação do microorganismo é importante inclusive para testar a sensibilidade às drogas.

Existe também um teste para rastrear a exposição à tuberculose, é o chamado teste de Mantoux, mais conhecido como PPD. É realizado através de uma injeção intradérmica e medido através do tamanho da área da reação 48 horas após a aplicação. O diâmetro menor que 5mm é considerado como negativo e significa que não houve contágio com o bacilo ou que a vacina está protegendo a criança. O diâmetro entre 5 e 9 significa que não houve contágio com o bacilo de Koch, mas a vacina BCG está protegendo a criança, e acima de 10 significa que houve o contágio, e que pode ser um contágio recente.

AIDS e tuberculose

Aproximadamente 8 milhões de pessoas em todo o mundo são coinfectadas pelo HIV e pela tuberculose. No Brasil, 8% dos pacientes com tuberculose também têm Aids. Os pacientes HIV positivos são mais susceptíveis à infecção pelo M. tuberculosis, já que a infecção depende do estado do sistema imunológico que está suprimido nesses pacientes. Subseqüentemente, aproximadamente 50% das pessoas com as duas infecções irão desenvolver a tuberculose clínica, e as taxas de reativação podem ser até 20 vezes maior que em pessoas não HIV positivas. A tuberculose clínica está associada com uma menor sobrevivência das pessoas com AIDS.

Tratamento

Ao contrário do que muitos pensam, a tuberculose tem cura. Desde de 1944 se conhece os medicamentos capazes de curar a tuberculose. Mas para que haja um controle efetivo da doença é indispensável que se detecte a tuberculose ativa e se institua o tratamento correto.

O tratamento da tuberculose é prolongado, durando no mínimo seis meses, e na maioria dos casos não é necessária a hospitalização. O uso de medicamentos inadequados ou administrados irregularmente, ou em doses inadequadas é causa importante de não cura da doença. Além disso, com o tratamento inadequado, o microorganismo pode se torna resistente e eventualmente ser transmitido para outros indivíduos, sendo seu tratamento mais complexo e de custo elevado.

Os principais medicamentos utilizados no tratamento da tuberculose são a izoniazida, rifampicina e pirazinamida. Após duas semanas tomando o medicamento não ocorre mais a transmissão.

A tuberculose latente deve ser detectada e tratada preventivamente nos indivíduos que apresentam os fatores de risco para a reativação.

Prevenção

A prevenção da tuberculose consiste na vacinação infantil e na detecção e tratamento precoce das pessoas com tuberculose.

BCG é a vacina contra a tuberculose feita com um tipo de bacilo semelhante ao bacilo de Koch, que permite ao organismo criar defesas contra a tuberculose, sem causar a doença.

O BCG é indicado para todas as crianças de 0 a 4 anos e é aplicada na pele do braço direito. A vacina contra a tuberculose faz parte das vacinas obrigatórias para as crianças no Brasil. Estima-se que o BCG ofereça proteção à criança por um período em torno de 10 anos.

Copyright © 2004 Bibliomed, Inc.               04 de novembro de 2004.



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