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Depressão pós-aborto: uma ocorrência pouco freqüente

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"Apesar da decisão de interromper a gravidez não ser fácil nunca, estudos tem demonstrado que poucas mulheres que fizeram aborto no primeiro trimestre de gravidez ficam deprimidas ou se arrependem da decisão com o tempo".

O Estudo

Entretanto, mulheres com história de depressão prévia são mais suscetíveis a terem problemas psicológicos dois anos após abortar a gravidez indesejada. Segundo estudo publicado na revista Archives of General Psychiatry (Arquivos de Psiquiatria Geral) de agosto de 2000, as taxas de depressão entre mulheres que fizeram aborto são iguais à incidência de depressão entre mulheres com idades entre 15 e 35 anos na população norte-americana em geral, ou seja 20 por cento, indica a pesquisa.

As mulheres com história anterior de depressão podem estar predispostas a depressão e arrependimento subsequentes, independentemente se tiveram ou não gravidez indesejada e de como escolheram a solução para aquela gravidez - esta foi a conclusão a que chegaram a Dra. Brenda Major e seus colegas da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, responsáveis pelo estudo.

Os pesquisadores verificaram também que mulheres mais jovens e que tiveram mais filhos antes do aborto foram também mais propensas a sofrer problemas psicológicos com o passar do tempo.

Para examinar como as mulheres se sentem sobre a decisão de interromper a gravidez, os pesquisadores entrevistaram cerca de 900 pacientes antes e depois do aborto.

Resultados

Dois anos depois, 72 por cento disseram que estavam satisfeitas com a decisão e 69 por cento disseram que tomariam a mesma decisão novamente. Oito por cento dessas mulheres disseram que não estavam deprimidas e 1 por cento sofreu estresse pós-traumático, distúrbio psicológico que afeta pessoas que passam por experiências traumáticas, cujos sintomas incluem entorpecimento emocional, irritabilidade, flashbacks e dificuldade de concentração.

O estudo notou que 21 por cento das mulheres norte-americanas em idade reprodutiva fizeram abortos legais. "Sem dúvida, os riscos psicológicos do aborto devem ser comparados aos riscos psicológicos das suas alternativas", concluem os autores.

Não existe estudo semelhante no Brasil - no entanto, a incidência do abortamento é alta, principalmente entre as pacientes mais jovens. Um estudo publicado na Revista paulista De Pediatria de 1998 revelou que, entre 288 adolescentes do sexo feminino, de 15 a 20 anos incompletos, foram diagnosticados 31 casos (10,76 por cento) de gravidez. Desses, 27 (87,10 por cento) optaram pela interrupção da gravidez e somente 4 (12,90 por cento) mantiveram-na. Esses dados foram comparados com outros de trabalho anterior do mesmo autor, o Dr. Jacques Crespin, relativo aos períodos de 1982-1986 e 1987-1991, também de jovens da mesma faixa etária e mesmas condições sociais, verificando que o índice de abortamentos manteve-se sempre alto: 77,78 por cento e 89,47 por cento nos dois primeiros períodos contra 87,10 por cento no último.

Copyright  © 2002 Bibliomed, Inc.                 14 de Janeiro de 2002.



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