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Artigos de saúde

O que é a Sexologia

A Sexologia é uma ciência relativamente nova, surgida na década de 60, que apresenta uma parte preventiva -Educação Sexual- e outra curativa - a Medicina e/ou Terapia Sexual.

Sem dúvida, pelo caráter histórico, não podemos esquecer os trabalhos pioneiros de Masters e Johnson, porém, no final da década de 70, entramos numa nova fase sexológica, tanto nos seus aspectos psicoterápicos quanto médicos graças aos estudos de Helen Singer Kaplan e colaboradores, da Universidade de Cornell (EUA).

Kaplan nos dá uma visão muito clara e objetiva da nova terapia do sexo, através da leitura de seus livros A Nova Terapia do Sexo e O Desejo Sexual.

Podemos atualmente dar um outro enfoque sobre a pessoa portadora de distúrbio sexual, antes entendida como manifestação de séria psicopatologia e encarada com pessimismo terapêutico. A cientista nos mostra que:

"o uso das experiências sexuais estruturadas sistematicamente, integradas ao conjunto das sessões terapêuticas, é a principal inovação e a característica distinta da terapia do sexo".

O tratamento sexológico é todo o processo médico e/ou psicoterápico, geralmente de curta duração, que tem como objetivo a correção dos distúrbios sexuais para propiciar uma adequação sexual, que no meu entender é o estar bem consigo mesmo e com os outros. A medicina sexual abrange o uso de medicamentos e cirurgias.

A psicoterapia sexual é uma forma de terapia sexual breve, que geralmente tem a duração de dois a oito meses, com freqüência de uma sessão semanal do casal ou do indivíduo, e que trabalha fundamentalmente o comportamento sexual nos seus aspectos psicossociais, uma vez excluída a possibilidade do comprometimento orgânico na queixa sexual.

Para finalizar, podemos dizer que o clínico, em sua prática diária, pode participar de maneira fundamental na prevenção e no tratamento dos transtornos sexuais. Entretanto, alguns requisitos são necessários:

1. Estar bem com sua sexualidade.
2. Conhecer os dados sobre a resposta sexual.
3. Dotar-se de um profundo respeito ético em relação à sexualidade do outro.
4. Conhecer todos os recursos atuais nas áreas da propedêutica e da terapêutica em sexologia (ciência que estuda os distúrbios sexuais).

Empatia, congruência, concreticidade, motivação são também imprescindíveis ao profissional para que este possa transformar uma inadequação em uma adequação sexual.

O dizer de Balint quanto ao "médico como medicamento" nessa situação torna-se transparente. Em uma abordagem em que se pesquisa um transtorno sexual, o médico pode (e deve) atuar como facilitador de ajuda, porém, muitas vezes com preconceitos, desconhecimento e necessidade de impor valores, acaba se comportando como agente destrutivo (iatrogênico).

"Você(s) gostaria(m) de falar alguma coisa sobre sua vida sexual?" Esta pergunta, que deveria fazer parte de toda anamnese médica, tem sido presentemente reforçada pelas mudanças de valores culturais e por um conhecimento mais amplo da psicossomática.

Fonte: Patologia e Terapia Sexual - 1ª Ed. - 1994.

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