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Gravidez Tubária: Especialista Detalha Este Quadro

Gravidez ectópica ou tubária é toda gravidez que se localiza fora da cavidade uterina, que é sede normal de sua implantação e desenvolvimento. O ovo , segundo o especialista em ginecologia e obstetrícia Dr. Ilveu Cosme Dias, pode se fixar em várias regiões do organismo materno, como por exemplo na cavidade abdominal, trompas de Falópio, ovários, canal cervical e cornos uterinos. Cerca de 95% dos casos se localizam nas trompas, ocasionando uma freqüência de, aproximadamente, 1 para 250 a 300 gestações.

As causas são as mais variadas, destacando-se que qualquer fator que dificulte ou impeça a passagem do ovo pelo canal tubário favorece a gestação extra-uterina. Assim sendo,a atividade trofoblástica anormal (ovos hiper ou hipoativos), anormalidades do trajeto tubário (constrições, alongamentos, compressões) ou anormalidades da mucosa tubária (endométrio ectópico) são fatores que favorecem a gestação ectópica tubária, explica o ginecologista.

Sintomas

Segundo o médico, os sintomas são os mais variados, dependendo se a gravidez ectópica está íntegra ou rota. Neste caso, é preciso citar a amenorréia (ausência de menstruação), presente em menos de 50% dos casos; a dor abdominal tipo cólica, persistente, unilateral, localizada no baixo ventre e o sangramento vaginal irregular.

Quadro clínico de dor abdominal intensa, abdome agudo, hipotensão, anemia e choque caracterizam a gravidez ectópica rota.

O diagnóstico é clínico e laboratorial. Neste priorizamos a dosagem de BHCG (hormônio da gravidez) e a ultra-sonografia endovaginal. Se a paciente apresenta dosagens de BHCG superiores a 1.000 UI/ml e ausência de saco gestacional intra-útero ao exame de US endovaginal, a gravidez é, certamente, ectópica, comenta.

O médico explica ainda que toda paciente em idade de vida reprodutiva, com dor abdominal, deve ser avaliada sobre a possibilidade de gestação ectópica. O diagnóstico diferencial deve ser feito com apendicite, cisto de ovário, doença inflamatória pélvica, abortamento, infecção urinária, entre outros.

Tratamento

O tratamento, segundo o especialista, é principalmente cirúrgico, preferentemente vídeo-laparoscópico, com preservação da trompa, sempre que possível. Outras alternativas de tratamento são: conservador com acompanhamento seriado da queda do BHCG e injeção de metotrexate no sítio de implantação do ovo, guiado pelo US endovaginal, associada a dosagens de BHCG seriadas.

Estas duas últimas modalidades de tratamento só são aconselhadas em situações muito especiais, e em pacientes muito bem selecionadas, devido ao risco que o próprio quadro clínico se impõe, lembra o médico.

O prognóstico geralmente é muito bom, quando o diagnóstico é precoce e o tratamento é realizado por profissional experiente, o qual deve estar sempre pensando no futuro reprodutivo da paciente. Quando acontece demora no diagnóstico e no tratamento, os riscos são maiores, podendo-se chegar a problemas abdominais graves e até ao óbito, finaliza o especialista.

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