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Gravidez Ectópica

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste artigo:

- Introdução
- Causas e fatores de risco
- Sintomas
- Tratamento
- Prevenção

Introdução

Gravidez ectópica ou tubária é toda gravidez que se localiza fora da cavidade uterina, que é sede normal de sua implantação e desenvolvimento. O óvulo pode se fixar em várias regiões do organismo materno, como por exemplo na cavidade abdominal, trompas de Falópio, ovários, canal cervical e cornos uterinos. Cerca de 95% dos casos se localizam nas trompas, ocasionando uma frequência de, aproximadamente, 1 para 250 a 300 gestações.

Causas e fatores de risco

As causas são as mais variadas, destacando-se que qualquer fator que dificulte ou impeça a passagem do óvulo pelo canal tubário favorece a gestação extra-uterina. Assim sendo, a atividade trofoblástica anormal (óvulos hiper ou hipoativos), anormalidades do trajeto tubário (constrições, alongamentos, compressões) ou anormalidades da mucosa tubária (endométrio ectópico) são fatores que favorecem a gestação ectópica tubária, explica o ginecologista.

A causa mais comum para gravidez ectópica são danos nas Trompas de Falópio. Esses danos, por sua vez, podem ser causados por:

- Tabagismo;
- Doenças Sexualmente Transmissíveis;
- Doença Inflamatória Pélvica;
- Gravidez ectópica anterior;
- Inflamações e cicatrizes nas Trompas;

Além disso, outros fatores podem levar ao desenvolvimento de uma gestação ectópica:

- Defeitos congênitos;
- Condições médicas que afetem os órgãos reprodutivos;
- Anormalidades genéticas;
- Disfunções hormonais;
- Idade materna elevada;
- Problemas de fertilidade;
- Histórico de endometriose;
- Histórico de cirurgia pélvica ou abdominal;
- Abortos prévios;
- Gravidez após cirurgia de laqueadura;

Sintomas

Os sintomas são os mais variados, dependendo se a gravidez ectópica está íntegra ou rota. Neste caso, é preciso citar a amenorréia (ausência de menstruação), presente em menos de 50% dos casos; a dor abdominal tipo cólica, persistente, unilateral, localizada no baixo ventre e o sangramento vaginal irregular.

Quadro clínico de dor abdominal intensa, abdome agudo, hipotensão, anemia e choque caracterizam a gravidez ectópica rota.

O diagnóstico é clínico e laboratorial. Neste priorizamos a dosagem de BHCG (hormônio da gravidez) e a ultra-sonografia endovaginal. Se a paciente apresenta dosagens de BHCG superiores a 1.000 UI/ml e ausência de saco gestacional intra-útero ao exame de US endovaginal, a gravidez é, certamente, ectópica, comenta.

O médico explica ainda que toda paciente em idade de vida reprodutiva, com dor abdominal, deve ser avaliada sobre a possibilidade de gestação ectópica. O diagnóstico diferencial deve ser feito com apendicite, cisto de ovário, doença inflamatória pélvica, abortamento, infecção urinária, entre outros.

Tratamento

O tratamento, segundo o especialista, é principalmente cirúrgico, preferentemente vídeo-laparoscópico, com preservação da trompa, sempre que possível. Outras alternativas de tratamento são: conservador com acompanhamento seriado da queda do BHCG e injeção de metotrexate no sítio de implantação do óvulo, guiado pelo US endovaginal, associada a dosagens de BHCG seriadas.

Estas duas últimas modalidades de tratamento só são aconselhadas em situações muito especiais, e em pacientes muito bem selecionadas, devido ao risco que o próprio quadro clínico se impõe, lembra o médico.

O prognóstico geralmente é muito bom, quando o diagnóstico é precoce e o tratamento, que deve considerar o futuro reprodutivo da paciente, realizado de maneira correta. Quando acontece demora no diagnóstico e no tratamento, os riscos são maiores, podendo-se chegar a problemas abdominais graves e até ao óbito.

Prevenção

Infelizmente não há como evitar uma gravidez ectópica, mas, é possível diminuir os fatores de risco. Adotar hábitos de vida saudáveis; evitar o uso de tabaco e derivados; usar preservativos para evitar doenças sexualmente transmissíveis; e consultar regularmente um ginecologista e informar sobre histórico de gravidez ectópica ou abortos.

Copyright © 2019 Bibliomed, Inc. 09 de julho de 2019