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Diabetes e Gravidez: A Necessidade de Acompanhamento Médico

Cerca de 1% de todas as gestantes sofrem de uma patologia que causa medo, na maioria das vezes pela desinformação: é a "intolerância à glicose induzida pela gravidez".

Chamada no passado de diabetes da gestação, a nomenclatura foi trocada justamente para evitar problemas psicológicos e insegurança da mulher grávida. Esta é uma condição limitada ao período de gestação e que pode ser corrigida apenas com uma dieta após o parto.

Apesar de só acontecer em uma pequena parcela das gestantes, é a patologia endócrina mais importante durante a gravidez. A enfermidade faz parte de um grupo de distúrbios ligados à herança genética. O fator étnico também pode ser visto. Populações como as indianas e micronésios estão mais propícias à patologia.

Outros Fatores

A presença de uma intolerância preexistente, idade materna acima dos 25 anos, história familiar de diabetes, obesidade, recém-nascido de gestação prévia pesando mais de 4 quilos, morte fetal sem outra explicação, problemas com formações congênitas em gestação passada e infecções recorrentes (por candida albicans) são outros fatores que podem determinar a diabetes da gestação.

Convém, no entanto que as mulheres que se enquadram neste grupo de risco fazer, no pré-natal, um exame de intolerância à glicose, além do exame rotineiro de dosagem da glicemia sanguínea de jejum.

Prevenção

As complicações do diabetes durante a gravidez necessitam de prevenções que constituem a essência de toda a atenção voltada às mulheres com um quadro de intolerância à glicose.

Mas o diabetes já pode ser inerente à mulher, e neste caso o trabalho durante a gravidez deve ser mais cauteloso. A gestação devia ser mais planejada, e a mulher só deveria engravidar quando o seu nível de glicose estivesse normal. Imediatamente após o diagnóstico da gravidez, ela deve procurar os serviços de saúde para iniciar o controle de pré-natal.

Infelizmente, muitas diabéticas só chegam ao consultório quando a gestação já está adiantada ou, até mesmo com sinais de sérias complicações. Se durante uma gestação os níveis de glicose não são rigorosamente controlados existe um risco muito aumentado de mortalidade perinatal, abortamentos, anomalias congênitas e traumatismos durante o parto.

Por outro lado, aquelas gestantes que receberam um acompanhamento médico competente têm a mesma possibilidade de ter um bebê sadio em relação a uma não diabética.

As mulheres diabéticas portadoras de doenças renais (nefropatias) estão mais sujeitas aos distúrbios referentes ao aumento da pressão arterial na gravidez.

Já o coma diabético é uma emergência médica que precisa de uma internação imediata, para correção das alterações metabólicas vasculares também são uma preocupação entre as diabéticas com doenças vasculares prévia.

O acompanhamento médico da gestante durante o pré-natal, acompanhado de uma busca ativa de fatores de risco, irá prevenir a grande maioria dos problemas e complicações.

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