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04 de setembro de 2026 (Bibliomed). A relação entre obesidade de hipertensão é bem conhecida, mas a biologia por trás dessa relação ainda não é completamente compreendida. Pesquisadores da Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, descobriram que a gordura bege, um tipo de tecido adiposo que queima energia em vez de apenas armazená-la, pode desempenhar um papel direto e ativo no controle da pressão arterial.
Pessoas com maior quantidade de gordura marrom ou bege tinham menos chances de serem hipertensas, mas os pesquisadores não sabiam se essa seria um marcador de saúde ou se exercia um papel direto na proteção dos vasos sanguíneos.
Para desvendar isto, eles isolaram o efeito da gordura em as variáveis da obesidade, e criaram modelos animais que mantinham o peso normal, mas careciam de gordura bege.
Os resultados mostraram que a gordura que envolve os vasos sanguíneos passou a ser comportar como gordura branca normal, ativando a produção da enzima QSOX1, e a presença excessiva dessa enzima no tecido ao redor das artérias desencadeia um processo de "remodelagem" que inclui a fibrose, a hipersensibilidade e a pressão alta.
A partir desses resultados, os pesquisadores concluíram que a gordura bege funciona como um "freio natural" para a enzima QSOX1, mantendo-a desligada e os vasos relaxados. Para eles, a descoberta dessa falha de comunicação molecular entre gordura e vasos sanguíneos abre caminho para novos tratamentos mais precisos.
Fonte: Science. DOI: 10.1126/science.ady8644.
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