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14 de julho de 2026 (Bibliomed). Cientistas da Universidade do Colorado em Boulder, nos Estados Unidos, descobriram algo que dançarinos de salão experientes já sabiam há muito tempo: quando os dançarinos estão em sintonia uns com os outros, seus cérebros podem se sincronizar, ajudando-os a se mover como um só.
Para o experimento inédito, os pesquisadores colocaram toucas de eletroencefalograma (EEG), dispositivos que medem a atividade elétrica no cérebro, em casais que dançavam tango argentino. Ao contrário de muitos outros tipos de dança, o tango raramente é coreografado — os dançarinos geralmente improvisam seus passos no momento. Os pares sinalizam seus próximos movimentos por meio de sinais sutis, como uma leve compressão das mãos ou uma mudança na parte superior do corpo.
Os resultados mostraram que quando esses dançarinos se moviam em sincronia a atividade em seus cérebros também começava a apresentar semelhanças surpreendentes. Os cientistas chamam esse fenômeno de "acoplamento intercerebral" ou "sincronização neural". Pesquisadores já haviam observado padrões semelhantes em outras atividades sociais, como tocar duetos de violão, mas nunca antes na dança.
Os pesquisadores também levaram suas descobertas um passo adiante, projetando um dispositivo vestível que monitora o cérebro dos dançarinos e vibra quando eles se sincronizam. A ferramenta, que os dançarinos usam nos pulsos, ainda está em fase inicial, mas os pesquisadores preveem que tecnologias semelhantes poderão um dia ajudar as pessoas a aprender uma ampla gama de tarefas que exigem coordenação motora sem fala — como tocar música ou praticar esportes coletivos.
Fonte: ACM DL Digital Library. DOI: 10.1145/3731459.3773332.
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