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06 de julho de 2026 (Bibliomed). Pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia mostrou que norte-americanos de origem asiática, árabe e latina podem enfrentar mais discriminação ao procurar empregos que enfatizam características estereotipicamente norte-americanas, por serem considerados culturalmente estrangeiros. Os pesquisadores encontraram esse padrão de discriminação em diversos experimentos, independentemente de os candidatos a emprego terem nomes próprios em língua estrangeira ou nomes próprios anglicizados.
Em um experimento online, mais de mil participantes brancos norte-americanos visualizaram um anúncio de emprego que enfatizava características estereotipicamente americanas, incluindo domínio do inglês e familiaridade com os costumes e tradições americanas. Em seguida, os participantes analisaram currículos semelhantes com candidatos que tinham sobrenomes comuns entre asiáticos-americanos, latinos-americanos ou afro-americanos e nomes próprios anglicizados.
Os participantes avaliaram os candidatos asiático-americanos e latino-americanos como menos contratáveis e mais culturalmente estrangeiros do que o candidato afro-americano. Os participantes selecionaram o candidato asiático-americano (21%) ou o candidato latino-americano (23%) em taxas menores em comparação com o candidato afro-americano (57%).
Um segundo estudo com 500 estudantes universitários brancos da Universidade de Washington apresentou resultados semelhantes, com candidatos asiático-americanos sendo percebidos como significativamente menos qualificados para um emprego tipicamente americano do que candidatos afro-americanos.
Em dois experimentos adicionais com participantes estudantes de MBA ou de graduação de diversas raças, os candidatos a emprego incluíam nomes masculinos e femininos. Os grupos raciais ou étnicos dos candidatos também foram ampliados para incluir nomes comuns de asiáticos, árabes, latinos, negros e americanos brancos. Os candidatos asiáticos, árabes e latino-americanos foram percebidos como mais estrangeiros culturalmente e menos adequados para um emprego tipicamente americano em comparação com os candidatos afro-americanos, que, por sua vez, foram percebidos como menos adequados para emprego do que os candidatos brancos.
Os pesquisadores também analisaram 330 processos judiciais por discriminação no emprego que foram levados à pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA (EEOC) entre 1997 e 2006. Entre os demandantes asiáticos, árabes e latino-americanos, uma proporção significativa dos casos (variando de 31% a 53% para os diferentes grupos raciais) envolvia estereótipos de estrangeirismo cultural, e quase todos esses casos foram classificados pela EEOC como discriminação por origem nacional, em vez de discriminação racial.
Os pesquisadores recomendaram que os esforços para reduzir os estereótipos nas decisões de contratação incluam as percepções de estrangeirismo cultural como um possível fator. Programas e políticas que visam reduzir a discriminação devem evitar a adoção de soluções padronizadas, pois grupos raciais e étnicos podem sofrer discriminação de maneiras diferentes e em contextos diferentes.
Fonte: Journal of Experimental Psychology: General. DOI: 10.1037/xge0001902.
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