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Preocupações financeiras aceleram o envelhecimento do coração

22 de maio de 2026 (Bibliomed). A preocupação excessiva em pagar as contas envelhece o coração tanto quanto os fatores de risco clássicos para doenças cardíacas, indica estudo realizado na Clínica Mayo em Rochester, nos Estados Unidos. Dificuldades financeiras e insegurança alimentar são os principais fatores que aceleram o envelhecimento cardíaco, relataram pesquisadores.

O envelhecimento cardíaco associado a preocupações com dinheiro e alimentação é semelhante ao causado por fatores de risco convencionais, como diabetes, hipertensão e histórico de ataque cardíaco. Segundo pesquisadores, esse envelhecimento aumenta o risco de doenças cardíacas e morte por causas relacionadas ao coração.

Para o estudo, os pesquisadores estimaram o envelhecimento cardíaco de mais de 280.000 pessoas tratadas pela Clínica Mayo entre 2018 e 2023, usando um eletrocardiograma com inteligência artificial para rastrear o desgaste cardíaco de cada pessoa em comparação com sua idade de nascimento. Eles compararam esses dados com um questionário que avaliava os determinantes sociais da saúde dos pacientes — fatores como estresse, exercícios físicos, conexão social, moradia, dificuldades financeiras, insegurança alimentar, necessidades de transporte, nutrição e educação. Esses fatores não médicos podem ter um impacto significativo na saúde de uma pessoa e no risco de morte, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

De modo geral, os determinantes sociais da saúde foram os que mais influenciaram o envelhecimento cardíaco de uma pessoa, em comparação com os fatores de risco tradicionais. E dentre esses determinantes sociais da saúde, as dificuldades financeiras e a insegurança alimentar foram os que mais impactaram o envelhecimento acelerado do coração de uma pessoa.

Os pesquisadores concluíram que fatores sociais como dificuldades financeiras, condições de moradia e falta de exercícios podem ser usados para prever o risco de morte por problemas cardíacos, igualando ou superando os fatores de risco convencionais. Por exemplo, o estudo apontou que dificuldades financeiras aumentaram o risco de morte prematura em 60% e a instabilidade habitacional em 18%, em comparação com 10% para histórico prévio de ataque cardíaco e 27% para o tabagismo.

Fonte: Mayo Clinic Proceedings. DOI: 10.1016/j.mayocp.2025.01.024.

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