Notícias de saúde
18 de maio de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado no Instituto Karolinska, na Suécia, em parceria com o Oregon Health & Science University, nos Estados Unidos, afirma que as redes sociais podem estar prejudicando a capacidade de concentração das crianças. Segundo os resultados, crianças que passam muito tempo no Instagram, Snapchat, TikTok, Facebook, Twitter ou Messenger tornam-se gradualmente menos capazes de se concentrar e prestar atenção.
Para o novo estudo, os pesquisadores acompanharam mais de 8.300 crianças norte-americanas com idades entre 9 e 10 anos durante quatro anos. As crianças relatavam regularmente quanto tempo passavam nas redes sociais, assistindo à TV ou vídeos, ou jogando videogames. Os pais forneciam avaliações dos níveis de atenção, hiperatividade e impulsividade de seus filhos. Durante o estudo, o tempo médio gasto em redes sociais aumentou de cerca de 30 minutos por dia para crianças de 9 anos para 2,5 horas para adolescentes de 13 anos.
Pesquisadores descobriram que mesmo o uso moderado de redes sociais prejudicava a capacidade de concentração das crianças, e esse efeito aumentava com o tempo. Além disso, crianças que já apresentavam dificuldades de concentração não passaram a usar mais as redes sociais. Isso sugere que o uso das redes sociais leva à dificuldade de concentração, e não o contrário. Não foi encontrada nenhuma relação entre a falta de atenção e o fato de as crianças assistirem televisão ou jogarem videogames.
Além disso, os pesquisadores descobriram que a relação entre a falta de atenção e as redes sociais não foi influenciada pelo contexto socioeconômico da criança nem por qualquer predisposição genética que ela tivesse para o TDAH. Os pesquisadores também não encontraram aumento no comportamento hiperativo ou impulsivo, outra característica marcante do TDAH.
Fonte: Pediatrics Open Science. DOI: 10.1542/pedsos.2025-000922.
Copyright © 2026 Bibliomed, Inc.
Veja também
todas as notícias