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Tai chi pode ser uma terapia eficaz para a insônia

09 de abril de 2026 (Bibliomed). Pesquisa realizada na Universidade de Hong Kong, na China, sugere que a prática milenar do tai chi pode ajudar pessoas com insônia. O estudo concluiu que o tratamento se igualou à psicoterapia na ajuda a pessoas de meia-idade com insônia a recuperarem um sono reparador a longo prazo.

A insônia crônica continua sendo uma queixa frequente entre adultos de meia-idade e idosos, sendo a psicoterapia — geralmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC) — um tratamento comum. No entanto, o acesso à TCC pode ser um desafio devido aos custos e outros problemas.

Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 200 adultos chineses com 50 anos ou mais, já diagnosticados com insônia crônica. Todos conseguiam andar sem ajuda e não apresentavam problemas de saúde que pudessem estar afetando o sono. Nenhum trabalhava em turnos e nenhum praticava qualquer tipo de exercício aeróbico ou que envolvesse corpo e mente.

Os participantes foram divididos em dois grupos. Um grupo recebeu TCC com o objetivo de aliviar a insônia. As sessões foram realizadas duas vezes por semana, com duração de uma hora, durante três meses. O outro grupo praticou tai chi seguindo o mesmo cronograma.

Os pesquisadores usaram o Índice de Gravidade da Insônia para monitorar quaisquer melhorias no sono imediatamente após as intervenções de três meses e novamente um ano depois. O Índice soma as pontuações relativas à dificuldade em adormecer e manter o sono, despertar precoce, incapacidade de voltar a dormir e o impacto destes fatores na vida diária. Uma pontuação mais baixa é melhor do que uma pontuação mais alta.

Três meses após o término das intervenções, o grupo de tai chi não obteve resultados tão bons quanto o grupo de TCC: uma queda média na pontuação do índice de pouco menos de 7 pontos para aqueles que praticaram tai chi, contra uma queda de cerca de 11 pontos para as pessoas que receberam TCC. No entanto, a diferença diminuiu com o tempo: doze meses depois, a redução na pontuação do índice havia caído cerca de 9,5 pontos entre os praticantes de tai chi e 10 pontos para aqueles que fizeram terapia cognitivo-comportamental.

Segundo os pesquisadores, é possível que os benefícios do tai chi tenham melhorado com o tempo porque muitos participantes continuaram a praticá-lo após o término do programa de três meses. Os pesquisadores também destacaram que o tai chi é facilmente acessível a muitas pessoas.

Fonte: BMJ. DOI: 10.1136/bmj-2025-084320.

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