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Ondas de calor e de frio estão aumentando os eventos cardiovasculares

10 de julho de 2026 (Bibliomed). Pesquisa realizada na Universidade Médica de Bialystok, na Polônia, mostrou que as ondas de calor e frio estão associadas ao aumento de eventos cardiovasculares graves, que são exacerbados pela poluição do ar.

Os pesquisadores realizaram uma análise geoespacial de mais de oito milhões de residentes do leste da Polônia. Os dados sobre hospitalizações agudas e óbitos por todas as causas, de 2011 a 2020, foram obtidos do Fundo Nacional de Saúde. Eles mediram as ondas de calor e de frio foram utilizando o Fator de Excesso de Calor/Frio e consideraram os eventos adversos cardiovasculares e cerebrovasculares maiores (EACCM), que incluem morte cardiovascular, infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST e acidente vascular cerebral isquêmico.

Durante o período analisado, foram registrados 573.538 eventos EACCM, 377.373 óbitos cardiovasculares e 831.246 óbitos por todas as causas. Tanto as ondas de calor quanto as ondas de frio estiveram associadas a aumentos significativos nesses eventos, porém com padrões temporais distintos. As ondas de calor tiveram um impacto imediato.

No dia da exposição ao calor, os eventos EACCM aumentaram 7,5% e os óbitos cardiovasculares, 9,5%. As ondas de frio produziram um efeito tardio e mais prolongado, com o risco de eventos EACCM subindo de 4,0% para 5,9% ao longo de vários dias após a exposição e o risco de óbito cardiovascular subindo de 4,7% para 6,9%.

A exposição à poluição atmosférica amplificou ainda mais os efeitos das temperaturas extremas, com o O3 e o benzo[a]pireno intensificando os efeitos das ondas de calor, enquanto o O3, as partículas finas (PM 2,5) e o NO2 exacerbaram o impacto das ondas de frio.

Foram registradas 377.344 mortes por doenças cardiovasculares. Cerca de 13% dessas mortes foram associadas à poluição do ar, o que corresponde a 71.440 anos de vida perdidos ao longo da década. As partículas finas (PM 2,5) e o benzo[a]pireno foram identificados como importantes contribuintes para o risco de eventos cardiovasculares adversos maiores com maior vulnerabilidade observada em mulheres e pessoas mais jovens.

O aumento da exposição mensal à poluição do ar foi associado a um aumento de até 10% no risco de EACCM, sendo esses efeitos aproximadamente 5% maiores em mulheres do que em homens e aproximadamente 9% maiores em indivíduos com menos de 65 anos em comparação com aqueles com mais de 65 anos.

Fonte: ESC Preventive Cardiology 2026.

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