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07 de abril de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado na Elizabeth Wende Breast Care, nos Estados Unidos, revelou que até 1 em cada 4 casos de câncer de mama ocorre em mulheres com menos de 50 anos. Em sete clínicas ambulatoriais da região de Nova York, entre 20% e 24% dos casos de câncer de mama foram encontrados em mulheres de 18 a 49 anos.
Para o novo estudo, os pesquisadores acompanharam os diagnósticos de câncer de mama no Elizabeth Wende Breast Care entre 2014 e 2024. A instituição possui sete unidades ambulatoriais localizadas em um raio de 320 quilômetros da região oeste de Nova York. A equipe identificou quase 1.800 casos de câncer de mama diagnosticados em cerca de 1.300 mulheres com menos de 50 anos ao longo de um período de 11 anos. Desses cânceres, 81% eram invasivos, o que significa que podiam se espalhar para além da mama, e muitos eram de tipos agressivos — especialmente em mulheres com menos de 40 anos. Alguns eram triplo-negativos, uma forma de câncer de mama mais difícil de tratar porque não responde às terapias hormonais comuns.
Os resultados mostram que mulheres com menos de 50 anos representaram consistentemente 1 em cada 4 casos de câncer de mama detectados, mesmo em anos em que menos mulheres nessa faixa etária fizeram exames de rastreio.
De acordo com os pesquisadores, isso é impressionante porque mostra que as mulheres mais jovens não apenas representam uma parcela estável e substancial da carga do câncer de mama, mas seus tumores são frequentemente biologicamente agressivos. Essa combinação — incidência estável mais biologia desproporcionalmente agressiva — desafia diretamente os limites de triagem baseados na idade e reforça a necessidade de abordagens de triagem mais precoces e adaptadas ao risco.
A recomendação dos especialistas é que as pacientes mais jovens precisam aprender a examinar a si mesmas para detectar alterações mamárias relacionadas ao câncer e devem começar o rastreamento mais cedo se apresentarem outros fatores de risco para a doença. Para os autores, esses resultados reforçam a importância de monitoramento de mulheres mais jovens, especialmente aquelas com forte histórico familiar ou mutação genética, assim como certas minorias e origens étnicas, que apresentam maior risco de desenvolver câncer de mama em idade mais jovem.
A Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA recomenda a realização de mamografias a cada dois anos, a partir dos 40 anos e até os 74 anos. A Sociedade Americana do Câncer recomenda mamografias anuais a partir dos 45 anos, mas acrescentou que as mulheres podem optar por iniciar o rastreio do câncer de mama já aos 40 anos.
Fonte: Radiological Society of North América Annual Meeting.
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