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02 de abril de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado na Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, revela que vídeos falsos e sensacionalistas do TikTok sobre tratamentos para epilepsia estão recebendo mais visualizações do que informações precisas e baseadas em evidências. Mais da metade dos vídeos da plataforma sobre epilepsia apresentavam afirmações falsas, enganosas e potencialmente prejudiciais.
Para o estudo, os pesquisadores analisaram 200 vídeos do TikTok relacionados a "tratamento da epilepsia" ou "tratamento de convulsões", avaliando cada um com base em sua precisão. No geral, 55% das visualizações — quase 2,9 milhões de um total de mais de 52 milhões — envolviam 98 vídeos classificados como falsos, imprecisos ou potencialmente prejudiciais.
Alguns promoveram tratamentos não comprovados para epilepsia, como massagem ou terapias de pontos de pressão, e pelo menos um recomendou uma tintura de maconha que poderia aumentar o risco de convulsões, disseram os pesquisadores. Dos 98 vídeos, 91 foram criados por influenciadores ou profissionais de medicina alternativa, disseram. Os médicos criaram 27 vídeos, e 96% deles foram classificados como verdadeiros ou em grande parte verdadeiros pela equipe de pesquisa.
Esses vídeos compartilharam orientações médicas baseadas em evidências, explicando os efeitos colaterais dos medicamentos, aconselhando sobre quando consultar um médico sobre a troca de medicamentos ou discutindo a cirurgia para epilepsia de difícil tratamento. Infelizmente, os vídeos criados pelo médico receberam menos de 368.000 visualizações, atraindo significativamente menos atenção do que os vídeos que divulgavam informações falsas.
Os pesquisadores recomendam que pessoas com epilepsia devem prestar muita atenção às credenciais dos criadores de vídeos para verificar se eles possuem formação médica legítima. Segundo eles, os pacientes devem ser especialmente cautelosos com alegações de cura milagrosa ou soluções rápidas e discutir qualquer conselho que encontrarem nas redes sociais com um médico antes de aplicá-lo.
Fonte: American Epilepsy Society Annual Meeting.
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