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Vacina de mRNA contra a gripe apresenta melhores resultados do que a vacina tradicional

24 de março de 2026 (Bibliomed). A vacina contra gripe de mRNA da Pfizer apresentou resultados melhores do que a vacina contra gripe padrão em um amplo estudo de Fase 3. Os resultados sugerem que a tecnologia de mRNA pode ajudar a melhorar a proteção em futuras temporadas de gripe. A vacina contra a gripe da Pfizer utiliza o mesmo tipo de ciência de RNA mensageiro que foi usado na vacina contra a Covid-19.

Mais de 18.000 adultos participaram do estudo de Fase 3 durante a temporada de gripe de 2022-2023. Alguns receberam a vacina contra gripe de mRNA da Pfizer, enquanto outros receberam a Fluzone, uma vacina padrão contra a gripe sazonal. Pesquisadores descobriram que pessoas que receberam a vacina contra a gripe de mRNA apresentaram 34,5% menos sintomas gripais do que aquelas que receberam a Fluzone. Houve 57 casos no grupo da vacina de mRNA em comparação com 87 casos no grupo da Fluzone.

Quase todos os casos foram causados por duas cepas comuns do vírus influenza A: H3N2 e H1N1. A vacina de mRNA também protegeu contra duas cepas do vírus influenza B: Victoria e Yamagata.

Os pesquisadores explicam que as vacinas de mRNA podem ser produzidas mais rapidamente, o que poderia ajudar os cientistas a adequar melhor a vacina às cepas que de fato acabam circulando a cada ano.

Ainda assim, especialistas alertam que a aprovação nos Estados Unidos pode não ser fácil. Diversas autoridades públicas expressaram recentemente dúvidas sobre as vacinas de mRNA e, em agosto, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA cancelou quase US$500 milhões em financiamento para pesquisas sobre vacinas de mRNA.

Foram relatados efeitos colaterais com ambas as vacinas, mas foram mais comuns entre as pessoas que receberam a vacina de mRNA. Cerca de 5,6% relataram febre, em comparação com 1,7% daqueles que receberam a vacina tradicional. A maioria dos sintomas foi leve e desapareceu em um ou dois dias.

Fonte: The New England Journal of Medicine. DOI: 10.1056/NEJMoa2416779.

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