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23 de março de 2026 (Bibliomed). Pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália analisaram dados de mais de 133.000 crianças e adolescentes menores de 18 anos e descobriram que ferramentas digitais, como aplicativos de saúde, rastreadores de atividades físicas e programas online, ajudaram a melhorar a atividade física, a alimentação e o peso.
O estudo combinou resultados de 25 revisões sistemáticas que analisaram ferramentas como aplicativos móveis, dispositivos vestíveis, mensagens de texto, videogames e outras plataformas online. Entre as descobertas estão:
* Crianças e adolescentes que usam ferramentas digitais de saúde são mais ativos fisicamente, acumulando cerca de 10 a 20 minutos extras de atividade moderada a vigorosa por dia.
* Eles também passaram a se alimentar melhor, incluindo mais frutas e verduras e menos alimentos ricos em gordura.
* As alterações de peso foram pequenas, mas houve melhorias constantes no peso corporal e na gordura corporal.
* Alguns programas ajudaram as crianças a ficarem sentadas de 20 a 25 minutos a menos por dia.
O sono, no entanto, não apresentou melhora significativa. Além disso, diferentes ferramentas funcionaram melhor para diferentes objetivos. Os aplicativos móveis tiveram o efeito mais forte na dieta e no peso, enquanto os dispositivos vestíveis, como rastreadores de atividades físicas, funcionaram melhor para reduzir o tempo sentado. A duração do programa também era importante. Programas mais curtos, com duração de oito semanas ou menos, eram os melhores para aumentar a atividade física, enquanto programas mais longos, de 12 semanas ou mais, eram mais eficazes para o controle de peso.
De acordo com os autores, escolas e formuladores de políticas poderiam usar os resultados para incorporar mais dessas ferramentas em situações cotidianas.
Fonte: Journal of Medical Internet Research. DOI: 10.2196/69065.
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