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11 de maio de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado na Universidade McGill, no Canadá, indica que a poluição do ar pode desempenhar um papel no risco de desenvolvimento de doenças autoimunes como lúpus e artrite reumatoide. Pessoas expostas à poluição atmosférica por partículas apresentaram níveis mais elevados de anticorpos antinucleares, um marcador característico de doenças reumáticas autoimunes.
Para o estudo, os pesquisadores coletaram amostras de sangue de mais de 3.500 pessoas que vivem na região de Ontário, no Canadá, analisando seus níveis de anticorpos antinucleares. Os anticorpos antinucleares são produzidos pelo sistema imunológico como parte de uma doença autoimune. Esses anticorpos atacam erroneamente as próprias células e tecidos do corpo.
Os pesquisadores compararam os resultados desses exames de sangue com a exposição média das pessoas à poluição por partículas, com base em dados de monitoramento da poluição do ar em seus endereços residenciais. O estudo descobriu que pessoas com os níveis mais altos de exposição à poluição do ar tinham de 46% a 54% mais probabilidade de apresentar altos níveis de anticorpos antinucleares.
De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, a poluição por partículas finas envolve partículas com 2,5 micrômetros de diâmetro ou menos. Para efeito de comparação, um fio de cabelo humano tem entre 50 e 70 micrômetros de diâmetro. Essas partículas finas na poluição do ar são pequenas o suficiente para atingir a corrente sanguínea, afetando potencialmente todo o corpo.
Os pesquisadores enfatizaram que esse tipo de poluição não é um problema exclusivo das grandes cidades, sendo que áreas ruais também podem ser afetadas. Para os autores, os resultados reforçam a importância de normas para reduzir a poluição do ar.
Fonte: Rheumatology. DOI: 10.1093/rheumatology/keaf545.
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