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18 de fevereiro de 2026 (Bibliomed). Idosos que vivem isolados enfrentam mais dificuldades para receber avaliação e tratamento adequados quando surgem problemas de memória. Um grande estudo realizado na França mostrou que o isolamento social pode atrasar o acesso a exames e terapias importantes.
A pesquisa analisou dados de quase meio milhão de pessoas que tiveram a primeira consulta em clínicas de memória. Idosos totalmente isolados — que viviam sozinhos e sem contato regular — tiveram menos chance de realizar exames como exames de sangue ou de imagem do cérebro. Também receberam menos tratamentos e terapias especializadas.
Mesmo aqueles parcialmente isolados apresentaram desvantagens em relação aos idosos que viviam com familiares ou parceiros. Curiosamente, os isolados acessaram mais apoio social, o que sugere que a assistência social tenta compensar falhas no cuidado em saúde — mas isso não substitui diagnóstico e tratamento adequados.
Os autores defendem maior integração entre serviços de saúde e assistência social para reduzir desigualdades no cuidado de idosos com transtornos cognitivos.
Fonte: The Lancet Primary Care. DOI: 10.1016/j.lanprc.2025.100058.
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