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Maioria dos casos de câncer de fígado pode ser prevenida

12 de fevereiro de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado na Universidade Chinesa de Hong Kong sugere que até 60% dos casos de câncer no fígado poderia ser prevenida evitáveis através da prevenção ou tratamento dos principais fatores de risco. Esses fatores de risco incluem infecção por hepatite viral, abuso de álcool ou um acúmulo perigoso de gordura no fígado, associado à obesidade.

Os tumores malignos do fígado são o sexto tipo de câncer mais comum no mundo e a terceira principal causa de morte por câncer. Alguns países estão sendo muito mais afetados do que outros: a China, em particular, concentra mais de 40% dos casos de câncer de fígado no mundo, em grande parte devido à disseminação da hepatite B. Sem intervenção adicional, prevê-se que os casos de câncer de fígado quase dobrem em todo o mundo até 2050, chegando a mais de 1,5 milhão de casos anualmente.

O fígado é o órgão responsável pela purificação do sangue, e quando é afetado pelo câncer, o tratamento pode ser muito difícil. Segundo os pesquisadores, esse é um dos cânceres mais difíceis de tratar, com taxas de sobrevida em cinco anos variando de aproximadamente 5% a 30%.

Muitos casos de câncer de fígado podem ser evitados. Uma causa evitável é a doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica – um acúmulo lento e constante de gordura no fígado, frequentemente relacionado à obesidade. Segundo os pesquisadores, até um terço da população mundial apresenta algum nível de MASLD (Distúrbio de Atrofia Muscular Sistêmica do Tipo A) e, com o aumento das taxas de obesidade, espera-se que os casos da doença acompanhem esse crescimento.

Até 2040, estima-se que 55% dos americanos terão MASLD, aumentando suas chances de desenvolver câncer de fígado, afirmaram os autores do relatório. Por outro lado, os avanços obtidos no combate às hepatites virais B (HBV) e C (HCV) significam que seu impacto nas taxas de câncer de fígado está diminuindo. Os autores observam que "a proporção de casos de câncer de fígado ligados ao HBV deverá diminuir de 39% em 2022 para 37% em 2050, enquanto os casos relacionados ao HCV deverão cair de 29% para 26% no mesmo período.

Segundo os pesquisadores, são necessários esforços mais eficazes para vacinar contra a hepatite B e rastrear (e tratar) a hepatite C poderiam reduzir ainda mais as taxas de câncer de fígado. Diagnosticar e tratar a MASLD também ajudaria. Mesmo uma redução de 2% a 5% nos casos de câncer de fígado ao ano poderia significar a prevenção de 9 a 17 milhões de novos casos da doença em todo o mundo até 2050. Isso se traduz em até 15 milhões de vidas salvas.

Fonte: The Lancet. DOI: 10.1016/S0140-6736(25)01042-6.

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