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28 de janeiro de 2026 (Bibliomed). Algumas pessoas não usam aparelhos auditivos porque temem que os dispositivos as façam parecer mais velhas ou atrapalhem sua vida social. Nada poderia estar mais longe da verdade, afirma uma nova revisão de evidências realizada na Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. Os aparelhos auditivos melhoram drasticamente o envolvimento social de uma pessoa e reduzem os sentimentos de isolamento ou solidão, com base em evidências de 65 estudos anteriores envolvendo quase 6.000 pessoas.
Quase 30 milhões de adultos nos EUA poderiam se beneficiar de aparelhos auditivos, mas apenas 16% das pessoas que precisam deles realmente os utilizam, de acordo com o Conselho Nacional sobre o Envelhecimento. O estigma em torno da perda auditiva é um dos motivos comuns pelos quais as pessoas evitam os aparelhos auditivos, juntamente com o custo e o incômodo dos dispositivos.
Para verificar se esses receios são bem fundamentados, os pesquisadores realizaram uma revisão de estudos anteriores que investigaram como os aparelhos auditivos afetam a qualidade de vida dos usuários. A revisão focou especificamente em três medidas principais: qualidade de vida social, desvantagens sociais percebidas causadas pela perda auditiva e solidão. Os resultados mostraram que as pessoas que usavam aparelhos auditivos sentiam-se mais conectadas socialmente e menos limitadas em situações sociais.
Segundo os pesquisadores, eles se mostraram mais capazes de participar de conversas em grupo e se sentiram mais à vontade em ambientes barulhentos. Os usuários de aparelhos auditivos também relataram sentir-se menos prejudicados socialmente pela perda auditiva, com menos frustrações causadas pela dificuldade em acompanhar as conversas. O aumento da autoconfiança proporcionado por todos esses benefícios ajudou as pessoas a se conectarem mais facilmente com os outros, levando a um maior sentimento de pertencimento e à redução da ansiedade social. Tudo isso pode significar que os aparelhos auditivos ajudam a diminuir o risco de demência e envelhecimento cerebral, visto que o isolamento tem sido associado ao declínio cognitivo.
Fonte: JAMA Otolaryngology-Head and Neck Surgery. DOI: 10.1001/jamaoto.2025.1777.
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