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12 de janeiro de 2026 (Bibliomed). Um estudo recente mostrou que esportes que envolvem colisões frequentes — como futebol americano e até o futebol tradicional — podem causar mudanças no cérebro de atletas jovens, mesmo antes de surgirem sintomas de doenças graves. A pesquisa, realizada pela Universidade de Boston, analisou o cérebro de 28 ex-atletas de 25 a 51 anos e encontrou perda de mais da metade dos neurônios em regiões relacionadas ao humor, emoções e memória.
Também foram observados sinais de inflamação e pequenos danos nos vasos sanguíneos, que aparecem mesmo quando não há concussões aparentes. O mais surpreendente é que essas mudanças ocorreram antes do acúmulo da proteína tau, marcador típico da encefalopatia traumática crônica (CTE), indicando que o dano pode começar muito cedo.
Os autores alertam que o cérebro desses atletas parece permanecer em constante inflamação, dificultando a recuperação entre impactos. Por isso, reforçam a importância de rever regras, reduzir colisões desnecessárias e proteger crianças e adolescentes que praticam esportes de contato.
Fonte: Nature. DOI: 10.1038/s41586-025-09534-6.
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