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05 de janeiro de 2026 (Bibliomed). O uso de álcool, tabaco, maconha ou outras substâncias durante a gravidez pode prejudicar o feto em desenvolvimento, mesmo quando os riscos nem sempre são óbvios, alertam pesquisadores da West Virginia University, nos Estados Unidos.
Um levantamento realizado com gestantes nos EUA mostrou que quase 14% das mulheres relataram consumir álcool durante a gestação; cerca de 8% usaram substâncias ilícitas; e cerca de 7% usaram tabaco.
Pesquisas também mostram que as mortes por overdose entre gestantes e mulheres que deram à luz recentemente nos EUA triplicaram entre 2018 e 2021.
O uso de substâncias durante a gravidez pode levar a aborto espontâneo ou morte fetal, defeitos congênitos, problemas com o crescimento fetal ou parto prematuro, problemas de saúde para a mãe e problemas de saúde imediatos para o bebê após o nascimento.
O uso de substâncias também aumenta o risco de condições neurocomportamentais de longo prazo, como deficiência intelectual. Além disso, bebês expostos a álcool, tabaco ou drogas ilícitas no útero podem apresentar sintomas de abstinência.
Embora muitas substâncias compartilhem riscos semelhantes, a nicotina e a cocaína podem aumentar o risco de aborto espontâneo e, no caso da cocaína, de morte fetal. Álcool, nicotina, cocaína e opioides podem afetar o crescimento do feto. O álcool pode danificar o sistema nervoso central, aumentando o risco de síndrome alcoólica fetal, uma condição permanente.
Fonte: West Virginia University press-release.
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